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Correio Braziliense

Seca castiga a Região Nordeste

 


postado em 16/11/2008 11:44 / atualizado em 16/11/2008 11:44

Enquanto estados das regiões Sudeste e Sul do país sofrem com o início dos alagamentos e das quedas de barreira provocadas pelos temporais, no Nordeste, a seca, mais uma vez, castiga os sertanejos. Em 10 municípios do Piauí não chove há sete meses. O que se vê são grupos de mulheres, homens e crianças com tambores ou baldes de plástico nas cabeças, ou em comboios de jumento, carregando os barris de água conseguida em cacimbas abertas em grandes áreas sem vegetação ou cercadas por árvores secas. Em Alagoas, 25 cidades decretaram situação de emergência. Na maioria dos municípios, mais de 80% da lavoura de feijão e milho estão perdidas. Os prejuízos na agricultura e pecuária passam de R$ 1 milhão, as crianças estão sem estudar, consultórios médicos fecharam por falta de água e os postos de saúde não param de receber pessoas desidratadas e com diarréia. As cidades esperam agora ajuda do governo federal. “A situação ainda não é de calamidade, mas o problema é a demora na chegada dos caminhões-pipa. Os prefeitos improvisam, mas são grandes as dificuldades para o consumo humano”, disse o presidente da Associação dos Municípios de Alagoas, Jarbas Omena. Em São Raimundo Nonato (PI), mulheres e crianças chegam por volta das 6h nos poços para aproveitar a melhor água e enfrentar o caminho de volta para casa com o sol mais brando. “Em alguns municípios, as pessoas caminham até 12 quilômetros para encontrar água”, disse Manoel Simão Reinaldo, diretor da Federação dos Agricultores do Estado do Piauí. Em Senador Rui Palmeira (AL) não chove há dois meses. Das 25 escolas, 12 estão sem aulas: 1.363 alunos foram obrigados a interromper o estudo. Em Olho d’Água do Casado, o povoado Vergonha é o mais afetado. “A cisterna comunitária está com baixa reserva de água e as pastagens estão dizimadas”, diz o relatório da Defesa Civil.

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