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Correio Braziliense

Nayara e defesa de acusado participam da reconstituição

 


postado em 19/11/2008 16:56 / atualizado em 19/11/2008 16:56

A adolescente Nayara Rodrigues da Silva participou nesta quinta-feira (19/11) da reconstituição do fim do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, que foi morta após ser mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Alves, no dia 17 de outubro. O crime aconteceu no apartamento da vítima, em Santo André, no ABC paulista. A jovem chegou ao local acompanhada de psicólogos e de representantes do Conselho Tutelar. Lindemberg não participa da reconstituição, que é acompanhada por seus advogados de defesa. Além de Nayara, participam da reconstituição Vitor e Iago - os dois meninos que também foram feitos reféns por Lindemberg e soltos no início do cárcere privado - Douglas, irmão de Eloá, e a mãe da menina. O advogado da família de Eloá, Ademar Gomes, foi ao local para acompanhar o início dos trabalhos, mas foi embora em seguida. Segundo ele, "a reconstituição é importante para saber o que aconteceu no dia da invasão". Gomes considera a presença de Nayara para esclarecer "se houve ou não o tiro antes da invasão e porque ela voltou ao cativeiro". Para o promotor que atua no caso, Antonio Nobre Folgado, a reconstituição em nada mudará seu posicionamento sobre o a culpa de Lindemberg, de 22 anos. "Acredito que (a reconstituição) será uma peça auxiliar, mas que não trará nada de novo sobre o que já foi apurado." O promotor denunciou o jovem por homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo. Caso seja condenado, poderá pegar pena que varia entre 50 e 60 anos de reclusão. Ele está preso na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista. Inconformado com o fim do relacionamento com Eloá, de 15 anos, Lindemberg invadiu o apartamento da adolescente. Ela e Nayara, também de 15 anos, ficaram em poder do jovem por quase 101 horas quando a polícia invadiu o local. As duas acabaram baleadas. Eloá não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu.

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