postado em 14/12/2008 12:58
As investigações sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que são feitas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e as que estão sendo levadas a cabo em âmbito federal, pela Aeronáutica, devem ser reunidas em um só inquérito no Ministério Público Federal (MPF), que passará a correr sob segredo de Justiça.
A informação foi dada neste sábado (14/12) pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, durante reunião com familiares das vítimas do acidente, em Porto Alegre (RS), de acordo com o presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054 (Afavitam), Dario Scott.
;Os dois [inquéritos] se fundindo, volta a ter o sigilo decretado pelo juiz em São Paulo. Então o que nós estamos tentando fazer é ter acesso a essa informação, que ainda corre sob sigilo em São Paulo;, afirmou Scott, em entrevista, por telefone, à Agência Brasil desde Porto Alegre.
Também participou dessas reuniões com os familiares das vítimas, o promotor do MP-SP Mario Luis Sarrubo, que acompanhou as investigações da Polícia Civil. ;Ele trouxe para nós a manifestação dele sobre o inquérito, onde ele aponta mais três pessoas responsáveis na companhia aérea TAM;, disse Scott.
Ele ressaltou que já existe uma lista, que aponta 14 pessoas como responsáveis, ;e as investigações continuam, nós ainda temos as investigações da Polícia Federal em São Paulo, que não estão concluídas;.
A Afavitam vai continuar acompanhando as investigações, ;porque nós temos ainda investigações abertas sobre o acidente, nós queremos saber como está a evolução dessa investigação por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; vamos acompanhar isso até o fim;, disse Scott.
Os parentes das vítimas também continuam acompanhando as investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e prometem acompanhar toda a parte processual, numa ;jornada pela justiça;.
;Nós queremos realmente que a justiça seja aplicada de uma forma exemplar, ela tenha um papel pedagógico para que as pessoas responsáveis por essa tragédia não saiam impunes do que aconteceu, a responsabilidade tem que ser cobrada. Se você foi responsável por um acidente, que matou 199 pessoas, você não pode sair impune;, afirmou Dario Scott.