Jornal Correio Braziliense

Brasil

Governo do Amazonas resgata gado ameaçado pelas cheias

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Por causa das enchentes, um significativo número de cabeças de gado no Amazonas não pode mais ficar em seu habitat natural. Segundo a Secretaria de Produção Rural do estado, alguns animais acabam morrendo afogados. Outros também correm risco de morte por estarem sujeitos a picadas de cobras ou ataque de piranhas. Completamente cobertos pelas águas dos rios, pastos inteiros não têm mais como servir de moradia para o gado de 18 municípios do interior amazonense. Só no município de Manacapuru, o mais afetado pela cheia, 13 mil das 21 mil cabeças existentes estão ameaçadas. Diante da situação, a providência tomada pelo governo estadual foi resgatar o gado nos municípios afetados. Barcos e balsas foram alugados para transportar o gado das regiões alagadas. Os animais estão sendo conduzidos para pastos secos, alugados pelo governo estadual, nos próprios municípios. O secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, disse que a volta dos animais ao local de origem poderá levar até três meses e só será realizada depois que baixarem as águas dos rios. ;É preciso deixar claro que esse gado que está sendo resgatado pertence a pequenos pecuaristas, que não teriam condições de resgatar esses animais. Se perdessem esses bois, perderiam evidentemente o investimento de vidas inteiras;, afirmou Bezerra. Levantamento feito pela secretaria revela que as perdas dos produtores rurais e pecuaristas do Amazonas com as enchentes chegam a R$ 26 milhões. Segundo o secretário, retirar as reses de dentro d;água significa proteger o patrimônio de centenas de famílias e, ainda, minimizar os prejuízos para o estado, que poderia vir a sofrer com o aumento no valor ou com a escassez de carne bovina. ;Se não protegermos o rebanho, poderemos ter prejuízos, não só para os criadores, mas também para os consumidores e o estado, com o desabastecimento do mercado e outros prejuízos à economia local;, disse.