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Inundação já causou 3 mortes e afetou 600 famílias no PI

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O rompimento da Barragem Algodões I, no município de Cocal, no Piauí, já matou três pessoas e deixou 600 famílias desabrigadas até o início da noite desta quinta-feira (28/5). "Temos uma operação de buscas e foi confirmado o falecimento de uma garota de 12 anos. Agora, fomos informados que localizaram o corpo de um senhor de 60 anos e uma adolescente de 14 anos", disse o governador, Wellington Dias. O Estado montou uma operação de guerra para atender aos afetados pela inundação. Foram convocados cinco helicópteros, a Defesa Civil Nacional, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), além de voluntários. Uma comissão de gestão também foi formada para coordenar as ações de resgate e atendimento às famílias que perderam suas casas. O governador Wellington Dias esteve com uma equipe no local do acidente. Ele comparou o rompimento da barragem a um tsunami. "A lâmina d'água tinha uma altura de 20 metros, o equivalente a um prédio de quatro andares, e arrastou tudo o que estava pela frente. Eu vi animais mortos, casas com o telhado para baixo e paredes para cima, com bois, cavalos mortos. Geladeira em cima de árvores. As carnaúbas derrubadas. Uma cena terrível. A água arrastou tudo", informou. Alguns cemitérios tiveram os túmulos revirados. Há cerca de um mês o governo foi informado sobre fissuras na parede da Barragem Algodões I. Foi autorizado o serviço de contenção, porque havia rachaduras e a estrada de acesso para o paredão da barragem foi cortado. "Há 25 dias as famílias que estavam no local foram retiradas e foram retiradas 10 mil pessoas entre Cocal e Buriti dos Lopes. As famílias voltaram às suas casas, porque houve redução das chuvas. Quem quisesse permanecer nos abrigos foi aconselhado.