Jornal Correio Braziliense

Brasil

Greve do INSS é parcial em São Paulo

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A maioria dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que precisou de atendimento nesta quinta-feira (18/6) pela manhã , no estado de São Paulo, não enfrentou problemas em razão da greve dos servidores, que entrou nesta quinta-feira no terceiro dia em todo o país. É o que informa a representação regional do Ministério da Previdência Social. Segundo o ministério, das 280 agências do estado, apenas uma amanheceu fechada, a de Vila Prudente, na zona leste da capital, que reabriu, parcialmente, as portas, no final da manhã. Outros 25 postos de atendimento funcionam de forma parcial, sendo 14 na capital. Das 132 agências do interior, apenas 12 não têm atendimento pleno. A recomendação do ministério para os segurados que tiverem dificuldades é a de remarcar o atendimento na própria agência ou por meio da central que pode ser acessada por telefone, no número 135. Na Grande São Paulo, onde existem 48 agências, 14 delas mantém atendimento parcial: Vila Prudente; Glicério Brigadeiro; Ipiranga; Santa Marina (Lapa); Santana (Braz Leme); Tucuruvi; Santo amaro; Vila Maria; Pinheiros; Guarulhos. Guarulhos/Pimenta; Itaquaquecetuba e Ribeirão Pires. No interior são 12, sendo três agências na cidade de Campinas: centro, Carlos Gomes e Regente Feijó. As demais: Avaré, Botucatú, Indaiatuba; Hortolândia; Atibaia; Itatiba; São José dos Campos; Lorena e Taubaté. A avaliação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sindsprev) sobre adesão da categoria hoje só será apresentada no final do dia, após a assembléia que é feita em cada uma das unidades da federação, por volta das 16h. Segundo a entidade, 60% dos trabalhadores cruzaram os braços ontem (17/6), em São Paulo, no segundo dia de paralisação. Dados do ministério indicam que no estado atuam 7.392 servidores, dos quais l.260 são médicos que não fazem parte do movimento grevista. A diretora da Secretaria de Administração do Sindsprev, Irene Guimarães dos Santos, salientou que um dos pontos de discórdia que levou à greve é a questão da flexibilização da jornada de trabalho. Os antigos servidores, assinalou, cumpriam 30 horas semanais e, pelo plano de reestruturação dos cargos e salários, terão de aumentar a jornada para 40 horas se não quiserem ter os salários reduzidos.