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Correio Braziliense

Número de casos de tuberculose cai em Minas


postado em 01/09/2009 09:15 / atualizado em 01/09/2009 09:15

Minas Gerais é o quarto estado do país com menor risco de contaminação pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose. Balanço da doença apresentado nessa segunda-feira pelo Ministério da Saúde (MS) aponta que a taxa de incidência da doença para cada grupo de 100 mil habitantes caiu de 24 para 22,89 nos últimos 12 meses.

O Distrito Federal (13,88), Goiás (13,82) e Tocantins (13,82) completam a lista dos estados com menores riscos de contaminação. A incidência de casos novos de tuberculose no Brasil também caiu. Passou de 51,44 por grupo de 100 mil habitantes em 1999, para 37,12 em 2008 e apresenta uma redução de 27,58% em 10 anos. Em números absolutos, o país registrou 82.934 novos casos no final da década passada, contra 70.379 em 2008. O Brasil, no entanto, continua entre os países responsáveis por 80% dos casos no mundo. Nos últimos três anos, passou da 14ª para a 18ª posição no ranking mundial de registros da doença. As maiores incidências estão nos estados do Amazonas (68,93 por 100 mil), Rio de Janeiro (66,56), Pernambuco (47,69), Pará (43,05) e Ceará (42,60). Segundo o coordenador do Programa de Pneumologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Edilson Corrêa de Moura, os números mostram que Minas é um dos estados que mais avançaram no combate à doença no Brasil nos últimos seis anos e se aproxima de atingir metas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde. "Isso significa que estamos no caminho certo. Outro problema que vem sendo superado no estado é o abandono de tratamento. Nos últimos anos, o índice caiu 33%, deixando essa taxa em 8%. O preconizado é inferior a 5%. Tais números se devem aos programas implementados na região metropolitana e nos municípios do interior, que fazem um acompanhamento rigoroso do paciente", informou Edílson Corrêa de Moura. Em 2004, o percentual que mede o risco de uma pessoa adoecer em Minas Gerais era de 35 para um grupo de 100 mil habitantes. "Se observarmos entre os quatro que tiveram melhores desempenhos no controle da doença, Minas Gerais é o que tem a maior malha rodoviária. É centro de circulação de pessoas o que propicia a doença", disse o coordenador. Entre os critérios para redução, firmados em acordo entre todos os estados da união e Ministério da Saúde, Corrêa informou que Minas já superou pelo menos um item traçado. Os indicadores apontam, segundo ele, mais de 85% de cura, para a doença, enquanto a meta era alcançar 60%. Em 2003, o combate à tuberculose foi incluído entre as prioridades do Ministério da Saúde. Desde então, registra-se uma queda média de 1,6% ao ano na incidência. A meta nacional é chegar a 2011 com, no máximo, 70 mil novos casos. E, até 2015, reduzir pela metade a taxa registrada nos anos 1990, que teve em média 80 mil novos casos. No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. A incidência entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. Já as populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional); portadores de HIV (30 vezes maior); presidiários (40 vezes maior) e moradores de rua (60 vezes maior). No entanto, há ocorrências em todos os segmentos da sociedade, independente da renda ou da escolaridade. A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento e febre. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como emergência global.

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