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Correio Braziliense EDUCAÇÃO

Menos alunos no ensino básico

Pesquisa revela queda no número de matrículas no nível fundamental, mas registra maior procura pelo regime integral


postado em 01/12/2009 09:38 / atualizado em 01/12/2009 09:51

Apesar da redução de 1,2% (652.416 estudantes a menos) nas matrículas da educação básica em 2009, comparando-se com o ano passado, houve crescimento de 21% dos alunos inscritos no regime integral. Nessa modalidade, já são quase 2,2 milhões de jovens, enquanto no ano passado eram 1,8 milhão. Entre as unidades da federação, o Distrito Federal lidera o ranking com o maior crescimento no número de matrículas no ensino médio. Em Brasília e suas regiões administrativas, a elevação nesse segmento foi de 15% — passaram de 91.277 para 104.949. Os dados integram o Censo Escolar 2009, divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

Reynaldo Fernandes:
Reynaldo Fernandes: "queda no 'estoque' de alunos da educação básica" (foto: Elza Fiuza/ABr )
Questionado sobre a queda no número de matrículas, o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, atribuiu a redução de estudantes à queda da taxa de natalidade e da repetência. “A diminuição das matrículas, que caíram de 53.232.868 em 2008 para 52.580.452 em 2009, está relacionada à redução das taxas de natalidade no país, o que provocou um decréscimo também na população em idade escolar. A correção de fluxo também pode ter contribuído. Com menos repetência, há uma queda no ‘estoque’ de alunos da educação básica”, explica. Denominado Censo Escolar da Educação Básica, o levantamento revelou ainda que 59% dos estudantes que iniciam o ensino fundamental já estão matriculados no modelo de nove anos, criado em 2005. O índice representa um acréscimo de 12,5% em relação ao ano passado. A implementação do novo regime deve ser iniciada pelas instituições de ensino até o próximo ano. A mudança ampliou em um ano (1º ao 9º) o tempo de duração do antigo ensino fundamental, que era da 1ª à 8ª série. “A ampliação precisa ser iniciada até 2010, mas não é necessário que esteja finalizada até essa data”, diz Fernandes. Outro dado que integra o censo escolar é o aumento de 60% nas matrículas da educação inclusiva. “Isso mostra que mais alunos deficientes estão frequentando as salas de aula”, observa a diretora de Estatísticas Educacionais do Inep, Maria Inês Pestana. Ao analisar o regime integral de educação, ela diz que as escolas, de fato, estão oferecendo cada vez mais atividades alternativas. “Espero que a inclusão de disciplinas sobre educação profissional e cultural cresça em todos os estabelecimentos.” Computador O levantamento, que compilou informações de 197.468 estabelecimentos de ensino de todo o país, mostrou ainda que 89% das escolas de ensino fundamental têm computador. O acesso à conexão banda larga é oferecido a 57% dos estudantes. No ensino médio, a informatização atinge 92% dos estabelecimentos de ensino. “Das 25,9 mil escolas desse segmento, 22,9 mil têm computador”, acrescenta. A explicação para o caso do DF, que registrou o maior aumento de matrículas no ensino médio entre todas as unidades da federação, segundo a diretora do Inep, está na alta escolarização da população. “Em Brasília e suas regiões administrativas, a continuação dos estudos é muito mais fácil do que no restante do Brasil”, lembra. A educação básica engloba estudantes da educação infantil (creche e pré-escola), do ensino fundamental (1º ao 9º ano ou 1ª à 8ª série), do ensino médio, da educação profissional, da educação especial e da educação de jovens e adultos, nas etapas de ensino fundamental e médio.

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