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Correio Braziliense

Autorizada extradição de Hosmany Ramos


postado em 16/12/2009 08:33

A Islândia autorizou a extradição do ex-médico Hosmany Ramos para o Brasil. A informação foi repassada ao Ministério da Justiça pela embaixada brasileira em Oslo, na Noruega. Condenado a mais de quatro décadas de prisão, Hosmany foi preso em agosto deste ano ao tentar entrar naquele país com o passaporte do irmão. A assessoria de imprensa da pasta informou, por meio de sua assessoria, que aguarda documentos oficiais da Islândia para definir a operação de retorno do ex-médico ao Brasil. Antes de aceitar o pedido brasileiro, a Islândia teria recusado uma solicitação de refúgio apresentada por Hosmany. A Justiça islandesa precisa ainda analisar um recurso do ex-médico para evitar sua extradição. Hosmany Ramos, 63 anos, é considerado foragido da Justiça brasileira desde janeiro deste ano. Preso em 1981 pelos crimes de roubo, tráfico de drogas, contrabando e assassinato, foi condenado a 47 anos de reclusão. Hosmany cumpria regime semiaberto na Penitenciária de Valparaíso (SP) quando fugiu do Brasil durante uma saída temporária no Natal do ano passado. Ele deveria ter se reapresentado em 3 de janeiro deste ano, mas antes do fim do prazo, anunciou que não voltaria para a penitenciária. Na ocasião, afirmou que essa era a única maneira de chamar a atenção das autoridades, que negavam sua transferência para um presídio da capital. Essa, porém, não foi a primeira vez que o ex-médico tentou fugir da cadeia. Em 1996, se aproveitou de uma saída temporária e não retornou para a prisão. Em seguida, Hosmany se envolveu numa tentativa de sequestro em Minas Gerais, seu estado natal, e voltou para o presídio. Ele afirma ser inocente e defende que sua condenação foi resultado de ação do governo militar. Após a fuga, passou uma temporada na casa do filho, na Noruega, e afirmou viver dos direitos sobre os livros de sua autoria. O ex-cirurgião já publicou pelo menos quatro livros, o último deles, intitulado O goleador, neste ano. O número 47 anos Preso em 1981, ex-médico foi condenado a quase cinco décadas de cadeia

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