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Correio Braziliense

Manaus é atingida por forte chuva


postado em 17/12/2009 17:12

Desde as primeiras horas da manhã de hoje (17), chove forte na maior parte de Manaus. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média histórica de chuvas na capital amazonense para o mês de dezembro é de 216 milímetros, mas a cidade já registra 160 milímetros desde o dia 1º deste mês até as 8h desta quinta-feira.

“Da noite de ontem para hoje, choveu 60 milímetros em Manaus. Isso significa cerca de 25% do que é esperado para todo o mês de dezembro”, disse a chefe do 1º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) - responsável pelos estados do Amazonas, de Roraima e do Acre -, Lúcia Gularte.

Apesar da chuva forte, a Defesa Civil de Manaus informou que não houve registro de nenhuma ocorrência grave e que já está fazendo o mapeamento das áreas de risco. Com isso, o órgão pretende atuar na prevenção de acidentes que possam ocorrer por causa de chuvas intensas.

Na capital amazonense e nas cidades vizinhas, o período de chuvas deveria ter começado em novembro, mas chegou apenas no último dia 5. Em Manaus, deve chover diariamente até o final de dezembro. A capital também dever ter presença de névoa úmida, o que pode causar restrição de visibilidade nos aeroportos.

O monitoramento hidrológico, feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), revela que o Rio Negro, que está em processo de enchente, registrou cota mínima de 15,86 metros no último dia 3 e hoje atinge a marca de 17,64 metros.

Nas outras áreas da região, a incidência das chuvas ficará dentro do esperado. No entanto, alguns municípios do extremo norte amazonense, como São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos, Novo Airão e Presidente Figueiredo, poderão ter chuvas abaixo da média por causa do fenômeno

Conforme o Inmet, até março de 2010, as chuvas devem ficar dentro da normalidade na Amazônia, com exceção do extremo norte da região, principalmente em Roraima e Amapá, onde as precipitações devem ficar abaixo do esperado por causa de um bloqueio atmosférico formado por ventos que empurrarão as chuvas para áreas vizinhas dos dois territórios.

“A previsão é que o extremo norte das regiões Norte e Nordeste do país tenham chuvas abaixo da média histórica nos primeiros três meses de 2010 por causa do El Niño, que continuará até abril”, acrescentou a meteorologista Lúcia Gularte.

Nas regiões Sul e Sudeste do país, há previsão de chuva para os próximos meses. Ela deve ficar acima da média histórica pelo menos até março.

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