Autor confesso do estupro e do estrangulamento de cinco mulheres no Bairro Industrial, em Contagem (MG), o pintor Marcos Antunes Trigueiro, 31 anos, negou ontem ter matado a tiros, durante assalto, Davi Ferreira de Azevedo, 37, agiota e dono de uma pizzaria no Bairro Eldorado. O delegado Acir Alves dos Santos, do 2; Distrito Policial de Contagem, ouviu o serial killer no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.
Mesmo sem a confissão, a Polícia Civil já aponta Marcos como culpado pelo crime, que ocorreu em 2004. ;Já o tratamos como autor do assassinato. Ele usou o mesmo modus operandi dos outros atos: roubou o celular da vítima. Além disso, duas testemunhas o reconheceram. Esperava nesse depoimento que ele explicasse a motivação do assassinato. Davi já estava completamente rendido, depois do assalto, de joelhos e com as mãos na cabeça. Queríamos entender a razão dos disparos;, disse o delegado. O assassino ainda roubou aproximadamente R$ 8 mil.
Trigueiro respondeu a todas as perguntas e negou o crime, alegando que estava preso à época. No entanto, documentos policiais comprovam que ele já estava em liberdade. O advogado de Trigueiro, Rodrigo Bizzotto, acompanhou o depoimento e voltou a dizer que seu cliente não está envolvido na morte do agiota.
Na quinta-feira da semana passada, Sebastião Ferreira, 38 anos, irmão do empresário assassinado, reconheceu Marcos Antunes como o autor do crime, no Departamento de Investigações. Além dele, um funcionário de uma operadora de cartão de crédito, que estava na pizzaria no momento do assassinato, apontou o serial killer como culpado. As testemunhas reconheceram Marcos depois que a imagem dele foi veiculada na imprensa. O delegado disse que o inquérito sobre a morte de Davi poderá ser finalizado até o fim da próxima semana.
A prisão preventiva do maníaco foi decretada pela Justiça na quarta-feira. O juiz Nelson Missias de Morais, sumariante do 1; Tribunal do Júri da capital, recebeu a denúncia e observou que os fatos narrados revelam o réu como um indivíduo frio, cruel e de extrema insensibilidade moral.