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Correio Braziliense

Duas pessoas morrem após endoscopia em clínica particular em Santa Catarina

Outros cinco pacientes estão em estado grave em hospitais em Joaçaba e Videira


postado em 15/05/2010 15:50

Duas pessoas morreram e cinco estão internadas em estado grave após passarem por exames de endoscopia na tarde desta sexta-feira (14/5) na Conci Clínica Médica, na região central da Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Os exames foram realizados pelo médico gastroenterologista Denis Conci Braga, que até o início da noite de ontem não havia prestado esclarecimentos sobre os acontecimentos.

Morreram após o exame a dona de casa Maria Rosa dos Santos, de 57 anos, moradora do bairro Santa Tereza, e a agricultura de Iomerê, no Meio-Oeste, Santa Aparecida Sipp, de 62 anos.

Outras duas pessoas estão internadas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba, e três estão sendo atendidas em hospitais de Videira.

Anestesia
A investigação preliminar da polícia aponta que as mortes aconteceram em decorrência da utilização da anestesia intravenosa Compav Diazepan, injetada nas mulheres antes dos exames. As duas vítimas morreram antes mesmo de deixar a clínica. Elas fizeram a endoscopia e esperavam o momento de ir embora do local quando começaram a passar mal.

"Identificamos mais uma pessoa em estado grave na cidade de Videira. Ela também passou pelos exames hoje (sexta-feira)", afirma o investigador Juliano Pedrini.

No início da noite, técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) e o médico legista Ricardo Marques, que também é gastroenterologista, estiveram no local para acompanhar as investigações. Eles recolheram luvas cirúrgicas, amostras de água destilada, ampolas das anestesias utilizadas e vistoriaram o consultório.

A vizinha da vítima Santa Aparecida, Carmem Tasca, que acompanhava a agricultora na viagem para os exames, conta que as duas chegaram na clínica perto das 14h. Elas vieram na ambulância da prefeitura.

"O exame estava marcado para as 16h. Ficamos na sala de espera e às 16h12min ela foi fazer o exame, que durou 17 minutos. Fiquei olhando no relógio do computador. Quando ela voltou estava com sono e comeu uma maçã. Meia hora depois ela começou a passar mal. Eles a levaram para o consultório de novo e eu não tive mais notícias", conta Carmem. A agricultora de Iomerê deixa três filhos e o marido.

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