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Corpo de paraquedista é enterrado em Juiz de Fora

Foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no cemitério municipal de Juiz de Fora, na Zona da Mata, o corpo do paraquedista Ary José Borges Grigorosque, de 45 anos. Ele morreu na tarde de domingo depois de despencar em queda livre de uma altura de 1,5 mil metros. Por motivos ainda não conhecidos, o paraquedas de Ary não abriu. Profissional da área de informática, ele foi encontrado no portão de uma casa do Bairro Santos Dumont, perto da pista do Aeroporto da Serrinha e a 200 metros do local previsto para o pouso.

Segundo o Corpo Bombeiros, Ary sofreu politraumatismo, com perda de massa encefálica. O acidente ocorreu por volta das 16h30, depois do paraquedista cair por, aproximadamente, 17 segundos, alcançado uma velocidade de 200 quilômetros por hora. Por causa da violência da queda, moradores da região ouviram um forte estrondo.

Ary estava acompanhado do paraquedista Ricardo da Cruz Barreto, de 56 anos, no momento do salto. A dupla havia alugado um avião. De acordo com Ricardo, o amigo foi o primeiro a saltar. Na última vez que visualizou o companheiro, percebeu que ele estava de costas e girando como uma hélice. Mesmo depois de abrir o paraquedas, Ricardo notou que o equipamento do amigo permanecia fechado. Ainda segundo a testemunha, a vítima tinha ampla experiência no esporte, com mais de 500 saltos realizados.

Membro da Federação Paranaense de Paraquedismo, Ary era casado e tinha uma filha de 10 anos. Embora aparentasse estar bem no momento do salto, uma das hipóteses avaliadas é que ele pode ter tido um mal súbito, uma vez que sofria de diabetes. O paraquedas passou por perícia e foi entregue à Confederação Brasileira de Paraquedismo. A Polícia Civil decidirá se vai abrir inquérito somente após a divulgação dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Aeroblube de Juiz de Fora.