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Correio Braziliense

Crime ao vivo no rádio

Delegado de município baiano é assassinado enquanto dava entrevista a um locutor local. Ele foi abordado por dois homens que atiraram em sua cabeça à queima-roupa, sem chance de defesa


postado em 27/05/2010 08:28

A violência em Camaçari, município baiano na região metropolitana de Salvador, produziu um capítulo chocante no fim da manhã de ontem. O delegado titular da localidade, Clayton Leão, 35 anos, foi assassinado enquanto dava uma entrevista pelo telefone celular para uma rádio da cidade. A abordagem dos bandidos, os tiros e o desespero da esposa do policial foram transmitidos ao vivo para os ouvintes, ao mesmo tempo em que o locutor, atônito, tentava entender o que estava acontecendo.

O radialista Marco Antônio Ribeiro perguntava sobre um homicídio ocorrido recentemente em Camaçari, mas não conseguiu concluir a frase. Estacionado na estrada de Cascalheira, entre a capital baiana e o município em que trabalhava, Leão foi abordado por dois homens dentro de um Chevrolet Corsa de cor branca, que atiraram três vezes contra o delegado. Ele foi atingido duas vezes na cabeça e a outra bala acertou a lateral do Ford EcoSportt onde estava. “Peraí, peraí”, implorou o policial, sem chance de defesa. O que se ouviu, em seguida, foi a reação desesperada da mulher da vítima, que teve o nome preservado pela polícia.

“Veja a coincidência: amanhã está prevista uma manifestação organizada por familiares de vítimas da violência em Camaçari. Clayton Leão chegou à cidade em dezembro do ano passado exatamente para tentar amenizar esse problema. Por uma dessas ironias do destino, ele acabou assassinado enquanto falava que a quantidade de crimes na região estava diminuindo”, disse ao Correio Marco Antônio Ribeiro. “Em 25 anos de profissão, nunca tinha passado por uma situação parecida. Estou muito abalado”, completou o locutor.

Investigações
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou uma nota, no início da noite de ontem, revelando que algumas testemunhas foram ouvidas. Entre elas, estava um taxista que seria o dono do carro usado pelos bandidos. Os criminosos roubaram o veículo pouco antes de assassinar o delegado. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso e a polícia mantinha o discurso de que ainda trabalhava com todas as hipóteses para a motivação do crime.
Delegado de município baiano é assassinado enquanto dava entrevista a um locutor local. Ele foi abordado por dois homens que atiraram em sua cabeça à queima-roupa, sem chance de defesa

A violência em Camaçari, município baiano na região metropolitana de Salvador, produziu um capítulo chocante no fim da manhã de ontem. O delegado titular da localidade, Clayton Leão, 35 anos, foi assassinado enquanto dava uma entrevista pelo telefone celular para uma rádio da cidade. A abordagem dos bandidos, os tiros e o desespero da esposa do policial foram transmitidos ao vivo para os ouvintes, ao mesmo tempo em que o locutor, atônito, tentava entender o que estava acontecendo.

O radialista Marco Antônio Ribeiro perguntava sobre um homicídio ocorrido recentemente em Camaçari, mas não conseguiu concluir a frase. Estacionado na estrada de Cascalheira, entre a capital baiana e o município em que trabalhava, Leão foi abordado por dois homens dentro de um Chevrolet Corsa de cor branca, que atiraram três vezes contra o delegado. Ele foi atingido duas vezes na cabeça e a outra bala acertou a lateral do Ford EcoSportt onde estava. “Peraí, peraí”, implorou o policial, sem chance de defesa. O que se ouviu, em seguida, foi a reação desesperada da mulher da vítima, que teve o nome preservado pela polícia.

“Veja a coincidência: amanhã está prevista uma manifestação organizada por familiares de vítimas da violência em Camaçari. Clayton Leão chegou à cidade em dezembro do ano passado exatamente para tentar amenizar esse problema. Por uma dessas ironias do destino, ele acabou assassinado enquanto falava que a quantidade de crimes na região estava diminuindo”, disse ao Correio Marco Antônio Ribeiro. “Em 25 anos de profissão, nunca tinha passado por uma situação parecida. Estou muito abalado”, completou o locutor.

Investigações
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou uma nota, no início da noite de ontem, revelando que algumas testemunhas foram ouvidas. Entre elas, estava um taxista que seria o dono do carro usado pelos bandidos. Os criminosos roubaram o veículo pouco antes de assassinar o delegado. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso e a polícia mantinha o discurso de que ainda trabalhava com todas as hipóteses para a motivação do crime.

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