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Correio Braziliense

Acusado de estuprar deficiente se entrega

Agricultor nega abuso contra jovem e alega perseguição da família dela. DNA ainda não tem data para realização


postado em 03/06/2010 11:26 / atualizado em 03/06/2010 11:29

Depois de 14 dias foragido, o agricultor de 59 anos acusado de ter estuprado e engravidado sua enteada, uma adolescente de 16 anos que sofre de paralisia cerebral, decidiu entregar-se à polícia na manhã de ontem, em Extremoz, região metropolitana de Natal. Segundo o delegado Silva Júnior, titular da delegacia local, mesmo tendo procurado a polícia com um advogado, o acusado ficou detido e será submetido a exame de DNA, para que seja comparado com o feto abortado pela garota após procedimento médico feito semana passada, para comprovar o crime. O agricultor nega ter cometido qualquer abuso com a enteada e afirma que fugiu por medo da família da vítima e da população.

Vítima, que engravidou após o crime, fez um aborto na semana passada, já no quinto mês de gravidez(foto: Carlos Santos/DN/D.A Press)
Vítima, que engravidou após o crime, fez um aborto na semana passada, já no quinto mês de gravidez (foto: Carlos Santos/DN/D.A Press)
Silva Júnior conta que, na manhã de ontem, por volta das 10h, uma irmã do acusado ligou para a delegacia de Extremoz, para combinar um local para que ele se entregasse. "Ele temia que, se fosse à delegacia, sofreria alguma represália por parte da população. Então fomos até uma casa no centro da cidade, onde ele nos aguardava com um advogado, para fazermos sua escolta". O delegado afirma que foi o próprio agricultor que decidiu ir à polícia, mas não sabia ainda que havia um mandado de prisão contra ele. "Por isso que, quando ele chegou aqui, o prendemos".

Ao delegado, o acusado teria negado o abuso. "Ele confessou que era costume vê-la apenas de fraldas pela casa da mãe dela, que é sua amante. Porém, nega ter feito atos libidinosos com ela ou que tenha ameaçado a irmã da garota". Ainda de acordo com Silva Júnior, o agricultor disse que estava escondido em um matagal, nas proximidades do povoado onde mora a família da vítima, desde a descoberta da gravidez da garota. "Ele disse que fugiu com medo, pois o pai da menina teria ameaçado que, se o encontrasse, o mataria. A população também estava querendo linchá-lo".

Exame

O titular da DP de Extremoz diz que o próximo passo é fazer um exame de comparação de DNA entre o acusado e o feto extraído da vítima após o aborto legal feito no Hospital Santa Catarina, na ZonaNorte de Natal, na semana passada. "O material foi recolhido pelo hospital e encaminhado ao Itep (Intistuto Técnico Científico de Polícia), que irá agora fazer o exame". O procedimento, porém, ainda não tem data para ser entregue. Segundo o delegado, mesmo com a apresentação, a prisão do acusado é justificada pelo mandado de prisão. "E o mandado é respaldado pela denúncia da família e pelo fato de ele ter fugido".

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