postado em 23/10/2011 18:49
Curitiba ; Na Escola Municipal Padre Durval Secchs, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, a pequena Sofia, de quatro meses, monopolizava a atenção dos 730 estudantes que chegavam hoje (23) para realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A coordenação local do exame permitiu que a mãe, Idayane Marcondes, 19 anos, amamente a filha durante as provas. Enquanto Idayane faz as provas, a pequena Sofia fica no colo do pai, no corredor da escola.;Eu me preparei muito para o Enem, apesar de ter que me dividir entre estudos, fraldas e mamadeiras. Fico mais tranquila para fazer as provas sabendo que ela está perto. Ontem demorei muito para responder as questões, que foram muito longas e tive que amamentar;, contou. Idayane quer utilizar a nota do Enem para o certificado de conclusão do ensino médio e depois para cursar direito.
Giseli Pereira , 43 anos, chegou ao local das provas poucos minutos após o portão ter fechado. Chorou, implorou, mas não conseguiu entrar. ;Hoje não é meu dia, tive sérios problemas em casa e fiz de tudo para chegar até aqui. Eu não merecia isto, fui tão bem nas provas ontem;, argumentava aos prantos. Giseli também buscava o Enem como certificado de conclusão do ensino médio e para cursar psicologia.
Um dos seguranças da escola Nelson Antonio da Silva contou que ontem (22), todos conseguiram entrar no horário.; Quatro desceram do ônibus aqui em frente quando estávamos fechando o portão. Daí foi uma questão de bom-senso, permitimos que entrassem, mas estavam em cima do horário;, lembrou.
A redação foi apontada pela maioria dos alunos que chegava à Escola Municipal Padre Durval Secchs, como o ;bicho-papão; de hoje. Dentre os entrevistados, ela foi mais citada que a prova de matemática. Giovanni Fernandes, 21 anos, disse que leu muito sobre o uso de novas tecnologias e questões relacionadas ao homossexualismo. ;Na matemática me garanto; disse o estudante que quer cursar sistema de informação, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).