Jornal Correio Braziliense

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Incidente em Santa Catarina aumenta as dúvidas sobre uso de pistola taser

A Corregedoria da Polícia Militar e agentes da Polícia Civil de Santa Catarina investigam a morte do assistente de controladoria Carlos Barbosa Meldola, de 33 anos, ocorrida após PMs dispararem contra ele com uma pistola taser, responsável por emitir eletrochoques de até 50 mil volts para a contenção de pessoas. O caso ocorreu em Florianópolis na madrugada de domingo, depois que a mulher da vítima acionou a polícia durante um desentendimento do casal.

Dúvidas sobre a segurança no uso da taser ganharam força depois da morte do estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21 anos, no último dia 18, por policiais de Sydney, na Austrália. De acordo com as investigações, os agentes foram chamados por causa do furto de um pacote de biscoito em uma loja de conveniência. Roberto Laudísio, suspeito do roubo, foi perseguido pelos policiais, que dispararam choques e jatos de spray de pimenta contra o brasileiro, que morreu de parada cardiorrespiratória. Em novembro de 2011, um disparo de choque contra um universitário dentro do Cogresso também despertou o debate sobre o uso armamento.