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Brasil precisa adotar estratégias para levar saúde à população, diz Padilha

Entre as soluções encontradas para resolver a escassez de profissionais de saúde, Padilha voltou a defender a contratação de médicos estrangeiros

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, admitiu nesta quarta-feira (12/6) que não existe ;proposta isolada; para resolver o problema da falta de médicos no país. Ele participa de audiência pública, na Câmara dos Deputados, para tratar das estratégias do governo para atrair médicos estrangeiros para atuarem no Brasil. ;Para enfrentar falta de médico e necessidade de redistribuição de profissionais, a grande conclusão é que não existe uma proposta isolada para resolver o problema da falta de profissionais médicos nos país. Precisamos adotar todas as estratégias possíveis para levar os médicos para mais perto da população;, disse.

[SAIBAMAIS]Entre as soluções encontradas para resolver a escassez de profissionais de saúde, Padilha voltou a defender a contratação de médicos estrangeiros. Para ele, a medida pode aumentar o número de médicos atuantes no país, assim como ocorre em outros países. ;Precisamos tomar decisões concretas de curto e médio prazo. Interessa ao Brasil trazer médicos qualificados e bem formados, não existe nenhum preconceito em relação à origem desses médicos. Sendo bem formados, de qualquer país poderão vir médicos através da estratégia de validação do diploma;, comentou.



Dados do Ministério da Saúde apontam que, do total de médicos que atuam no país, apenas 1% é formado por estrangeiros. Na Inglaterra o índice é 40%, enquanto nos Estados Unidos e na Austrália, os percentuais chegam a 25% e 22%, respectivamente. Segundo informações da pasta, há, no país, 1,8 médico para cada mil habitantes, índice abaixo de outros países da América Latina, como a Argentina (3,2) e o México (2). Para alcançar o índice da Inglaterra (2,7), o Brasil precisaria ter hoje mais 168,4 mil médicos.

;O Brasil tem poucos médicos. Faltam médicos no país e estão mal distribuídos. Temos que adotar todas as estratégias possíveis para resolver a necessidade da população, que não pode aguardar ciclo de formação dos profissionais médicos no Brasil;, ressaltou Padilha.