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Estado de Minas

Chico Buarque pede desculpas a Paulo Cesar, biógrafo de Roberto Carlos

"Eu não me lembrava de ter dado entrevista alguma a Paulo Cesar Araújo. Agora fico sabendo que sim, dei-lhe uma entrevista em 1992" informou Chico


postado em 17/10/2013 12:16 / atualizado em 17/10/2013 13:45

O cantor Chico Buarque pediu desculpas a Paulo Cesar de Araújo, escritor de Roberto Carlos em detalhes, obra censurada sobre a vida do Rei, por ter dito que nunca havia sido entrevistado para a realização do livro. "No meio de uma entrevista de quatro horas, vinte anos atrás, uma pergunta sobre Roberto Carlos talvez fosse pouco para me lembrar que contribuí para sua biografia. De qualquer modo, errei e por isto lhe peço desculpas", disse, em comunicado divulgado por seu assessor de imprensa.

Apesar do pedido de desculpas, Chico manteve a posição sobre informação retirada do jornal Última Hora, em 1970, por Araújo, e publicada no livro, com críticas do cantor aos colegas Caetano Veloso e Gilberto Gil. "Eu não daria entrevista a um jornal desses, muito menos para criticar a postura política de Caetano e Gil, que estavam no exílio. Mas o biógrafo não hesitou em reproduzi-la em seu livro, sem se dar o trabalho de conferi-la comigo", diz Chico, na nota. O comunicado faz parte da polêmica sobre publicação de biografias no Brasil. Parte da classe artística defende a necessidade de autorização. Outra parte, além de escritores, considera o caso censura.

Leia a íntegra da resposta de Chico Buarque:
Eu não me lembrava de ter dado entrevista alguma a Paulo Cesar Araújo, biógrafo de Roberto Carlos. Agora fico sabendo que sim, dei-lhe uma entrevista em 1992. Pelo que ele diz, foi uma entrevista de quatro horas onde falamos sobre censura, interrogatórios, diversas fases e canções da minha carreira. Ainda segundo ele, uma das suas perguntas foi sobre a minha relação com Roberto Carlos nos anos 60. No meio de uma entrevista de quatro horas, vinte anos atrás, uma pergunta sobre Roberto Carlos talvez fosse pouco para me lembrar que contribuí para sua biografia. De qualquer modo, errei e por isto lhe peço desculpas.

Quanto à matéria da Última Hora, mantenho o que disse. Eu não falaria com a Última Hora (de São Paulo), de 1970, que era um jornal policial, supostamente ligado a esquadrões da morte. Eu não daria entrevista a um jornal desses, muito menos para criticar a postura política de Caetano e Gil, que estavam no exílio. Mas o biógrafo não hesitou em reproduzi-la em seu livro, sem se dar o trabalho de conferi-la comigo. Só se interessou em me ouvir a fim de divulgar o lançamento do seu livro. Não, Paulo Cesar Araújo, eu não falava com repórteres da Última Hora em 1970. Para sua informação, a entrevista que dei ao Mario Prata em 1974 foi para a Última Hora de Samuel Wainer, então diretor de redação, que evidentemente nada tinha a ver com a Última Hora de 1970, que você tem como fonte.

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