Brasil

Natal é marcado por atos de violência em comunidades do Rio de Janeiro

Em Niterói, na região metropolitana do Rio, uma criança foi atingida na cabeça no Morro da Chácara

postado em 26/12/2013 12:53
Rio de Janeiro ; A Polícia Civil está investigando os disparos feitos em comunidades do estado que deixaram, pelo menos, uma pessoa morta e seis feridas, vítimas de bala perdida, durante o período do Natal, nos dias 23, 24 e 25 de dezembro. De acordo com a Polícia Civil, está sendo esperada a liberação médica das vítimas para que as investigações possam prosseguir.

Na zona oeste, uma criança foi baleada na Carobinha, em Campo Grande, e encaminhada para o Hospital Rocha Faria. Na Cidade de Deus, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2009, um adolescente foi vítima de bala perdida.

Na zona norte, uma menina estava em casa quando foi baleada na cabeça, no último dia 23, durante operação da Polícia Militar na Favela Pára Pedro, em Colégio. Uma criança e um adulto também ficaram feridos durante a ação. No Jacarezinho, que está pacificado desde o início deste ano, uma mulher foi baleada na perna durante a comemoração do Natal na noite do dia 24 e encaminhada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, também na zona norte.

Em Niterói, na região metropolitana do Rio, uma criança foi atingida na cabeça no Morro da Chácara. O menino está internado no Hospital das Clínicas de Niterói.

Na Rocinha, zona sul, policiais da UPP receberam denúncias de que traficantes armados estariam na localidade conhecida como Largo dos Boiadeiros. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Na fuga, os bandidos teriam deixado uma mochila com drogas não contabilizadas. No momento da apreensão, um grupo atirou pedras e garrafas de vidro contra os policiais. Em resposta, um policial militar (PM) deu um disparo que atingiu, de raspão, o rosto de um homem. O policial foi atingido na cabeça por uma garrafa de vidro e uma viatura da UPP foi apedrejada.

O homem atingido de raspão no rosto foi encaminhado pelos policiais para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Rocinha e o PM para o Hospital Central da Polícia Militar. Os dois passam bem e não correm risco de vida.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou, em nota, que foi aberto um procedimento para apurar as circunstâncias que levaram o policial a fazer o disparo que atingiu o rosto da vítima.

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