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Estado de Minas

Católicos rezam pelo "martírio" de Ana Clara neste domingo em todo o país

Ao comentar a situação no estado, o arcebispo da capital, dom José Belisário da Silva, disse que, na raiz do problema, está uma profunda injustiça social


postado em 12/01/2014 13:33

Um domingo de oração pela paz foi convocado em todas as igrejas de São Luis, em meio à crise penitenciária no Estado. Em especial, os fiéis rezarão pela menina Ana Clara Santos Sousa, de seis anos, que morreu vítima de queimaduras causadas por um incêndio criminoso em um ônibus ocorrido na sexta-feira (3/1). A ordem para o ataque ao ônibus partiu de líderes de facções criminosas presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, o maior do Maranhão.

Ao comentar a situação no estado, o arcebispo da capital, dom José Belisário da Silva, disse que, na raiz do problema, está uma profunda injustiça social. Ele ressaltou que o “martírio” de Ana Clara pode ser uma oportunidade para reverter esta situação.

Dom Belisário ressaltou que o
Dom Belisário ressaltou que o "martírio" de Ana Clara pode ser uma oportunidade para reverter a situação de violência no Maranhão


Ato pela Paz

A Arquidiocese de São Luís orienta aos fieis que neste domingo (12/01), em todas as dioceses e paróquias do estado, sejam clebradas missas pela alma de Ana Clara e de todas as vítimas de violência no Maranhão. A Igreja pede ainda, que todos usem vestes e lenços brancos, coloquem fitas brancas em seus veículos, como sinal de apelo à paz.

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Vítimas do ataque a ônibus

A mãe e uma irmã de Ana Clara também foram feridas no ataque do dia 3. Em estado grave, mas estável, a mãe, Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, foi transferida do Maranhão para um hospital de Brasil, referência no tratamento de queimados. A irmã de Ana Clara, Lorane Beatriz, de 1 ano e meio, está internada em um hospital infantil na capital maranhense e não corre risco de morrer.

Outro paciente em estado grave, mas também estável, Márcio Ronny da Cruz, que teve queimaduras em 72% do corpo, foi transferido de São Luís para o Hospital Geral de Goiânia, considerado referência no tratamento de queimados no país. Em tratamento em São Luís, a quinta vítima do ataque ao ônibus, Abyancy Silva Santos, que teve 10% do corpo queimado, não corre risco de vida e pode receber alta a partir de terça-feira (14).

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