Jornal Correio Braziliense

Brasil

Polícia prende suspeitos de atacar delegacia no Complexo do Alemão

Nove mandados de prisão foram expedidos pela Justiça contra suspeitos do ataque

Policiais civis prenderam nesta segunda-feira (10/3) sete pessoas suspeitas de atacar a Delegacia de Polícia do Complexo do Alemão (45; DP) e a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, no complexo da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em janeiro deste ano. No total, nove mandados de prisão foram expedidos pela Justiça contra suspeitos do ataque, de acordo com o delegado do Alemão, Felipe Curi.

A operação também tinha o objetivo de prender cinco suspeitos de matar o policial militar Rodrigo Paes Leme, da UPP da Nova Brasília, na última quinta-feira (6/3), mas nenhum deles foi encontrado. Durante a ação, os policiais também detiveram em flagrante um adolescente de 17 anos suspeito de participar da morte do soldado Rodrigo Paes Leme. Não havia um mandado de apreensão contra o jovem, mas policiais militares o reconheceram, segundo Felipe Curi.

Entre os sete presos hoje estava um segurança privado que atuava no teleférico do Complexo do Alemão. ;Esse funcionário do teleférico dava notícias da movimentação de policiais civis e militares no Complexo do Alemão. Ele é um morador da Nova Brasília, se dava com todos esses traficantes e passava informação para eles;, disse o delegado.


Segundo Curi, a Delegacia do Alemão está fazendo um mapeamento dos lugares controlados por criminosos armados dentro do conjunto de favelas. Um dos pontos já identificados é a localidade onde o soldado Rodrigo foi alvejado durante uma patrulha. O adolescente detido hoje já havia participado de outros tiroteios nessa mesma área.

A venda de drogas no Complexo do Alemão é controlado, de acordo com o delegado, por homem que tem, contra ele, mandado de prisão expedido pela Justiça. Ele está foragido.

O comandante-geral das unidades de Polícia Pacificadora, coronel Frederico Caldas, disse que a polícia está encontrando dificuldades em pacificar quatro comunidades do Rio de Janeiro: os complexos da Penha e do Alemão, o conjunto de favelas do São Carlos, na região central da cidade, e os morros da Rocinha e do Pavão-Pavãozinho, na zona sul da cidade.