Brasil

Ipea admite erro: 26% e não 65% concordam com agressão a mulher

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado

postado em 04/04/2014 16:22
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (4/4) em que pede desculpas por afirmar que de acordo com uma pesquisa feita pelo órgão, 65% dos brasileiros concordam que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".


O erro aconteceu devido à troca de informações de dois gráficos. Na verdade, 26% dos entrevistados concordam que a roupa que a mulher usa justifica uma agressão. Enquanto 65% concorda que "mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar".

Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente Dilma Rousseff inclusive apoiou a campanha

Daniela Mercury foi uma das cantoras que aderiu a campanhaO diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado. A pesquisa divulgada na última semana de março provocou revolta nas redes sociais. Uma campanha com a hashtag foi lançada após a divulgação dos números.

Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente inclusive apoiou a campanha.
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Mais erro
Outros dois questionamentos feitos na pesquisa foram divulgados de forma errônea. Tiveram dados trocados entre os questionamentos: ;o que acontece com o casal em casa não interessa aos outros; e ;em briga de marido e mulher, não se mete a colher;.

Na nota, o Ipea assume o erro e diz que ;a correção da inversão dos números reduz a dimensão do problema diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública;. A pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho de 2013 em 212 cidades. Do total de entrevistados, 66,5% são mulheres.


Evento

O ato marcado para este sábado (5/4), em Brasília, não sofrerá alterações. , em frente ao Museu Nacional da República. Mais de 800 pessoas confirmaram presença.

Uma das organizadoras, Georgiana Calimeris achou um absurdo o erro do Ipea. "Não é porque a pesquisa mudou que isso vai impedir as mulheres de lutar. Carecemos de campanhas que tragam essa conciencia", opinou ela.

A jornalista Nana Queiroz, responsável por lançar a campanha nas redes sociais e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) confirmaram presença no ato.

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