Jornal Correio Braziliense

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Black blocs: quem são os jovens por trás das máscaras que ameaçam a Copa

Eles cobrem seu rosto com panos ou máscaras negras, e são considerados pelas autoridades a principal ameaça à estabilidade durante o Mundial no Brasil



Viveram seu pior momento com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, de 49 anos, atingido por um rojão acendido por um black bloc, no Rio. Atualmente, o homem está preso, junto com outro jovem, que o entregou o artefato. "Creio que foi um erro, e lamento profundamente a morte, mas foi um acidente, não foi intencional, mas está sendo julgado como tal", lamenta Elizabeth.

A jovem só defende a violência como um método de reação, mas alerta que "não é possível controlar todo mundo". Insiste, entretanto, que "a polícia é muito mais violenta" que os manifestantes. Depois das passeatas de junho, os black blocs seguiram na rua e o movimento ganhou força, mas em protestos menores. No máximo, 500 mascarados participaram das maiores manifestações no Rio e em São Paulo. Elizabeth aponta as ameaças da polícia como o maior motivo da desmobilização. Ela assegura ter sido ameaçada por quatro agentes diferentes em seu Facebook. Além do trabalho e do ativismo, a jovem também gosta de esportes e é apaixonada por ler e escrever. Levava em sua mochila um livro sobre Goebbels, ministro da propaganda no regime nazista alemão. Afirmou querer conhecer bem a pior cara da História.