postado em 25/09/2014 18:35

Marcas nos braços e na lateral do corpo do estudante Victor Hugo Santos indicam que ele pode ter sido arrastado até a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP). As informações são do boletim de ocorrências da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHCPP) de São Paulo. ;Apesar de ter sido encontrado no interior da raia, o corpo não possuía sinais de afogamento;, afirma trecho do documento.
;Além disso, o local onde o corpo foi encontrado é cercado e os acessos são controlados por vigias, mas não foram localizadas câmeras de segurança que pudessem agilizar as investigações;, acrescenta. Conforme o boletim, as lesões encontradas no cadáver não aparentam ser a causa da morte.
Família
Comoção e muitas dúvidas marcaram o sepultamento de Victor Hugo, que ocorreu na manhã de quarta-feira (24/09) no interior de São Paulo. A família não acredita que a morte tenha sido acidental. Emocionado, André Costa, primo em primeiro grau do estudante, declarou que considera impossível que o rapaz tenha entrado na Raia Olímpica, que fica a cerca de 100 metros do Velódromo (local da festa) e se afogado sozinho. ;Lá tem seguranças e apenas uma entrada e uma saída;, disse.
[SAIBAMAIS]
Segundo Larissa Santos, também prima do rapaz, há testemunhas que afirmam ter visto um garoto muito parecido com Victor apanhando dos seguranças do evento, contratados pela empresa COS Group. ;Ele teria tomando uma chave de braço, que provavelmente tenha o asfixiado. Em seguida, ele foi colocado em uma blazer preta;, publicou Larissa em uma rede social.
As circunstâncias da morte estão sendo apuradas pela DHPP da Polícia Civil, coordenada pela delegada Elisabete Sato, que solicitou exames toxicológicos e de material hemático. Os resultados podem levar até 30 dias para serem entregues. A delegada só irá se declarar sobre o caso após a conclusão do inquérito.
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Depoimentos
Os pais de Victor foram à delegacia na manhã desta quinta-feira (25/9) e saíram sem conceder entrevista à imprensa. Eles foram ouvidos, mas o depoimento não foi formalizado porque eles não deram nenhuma declaração diferente do depoimento anterior. Dois seguranças da COS Group, empresa de segurança que atuou no evento, também foram à delegacia, mas os testemunhos foram remarcados. Uma prima, um amigo e duas pessoas que estavam na festa foram interrogados.
Poli proíbe festas
Após a morte do estudante, a prefeitura do câmpus da USP suspendeu temporariamente festas no local. A diretoria da Escola Politécnica foi a primeira a emitir um comunicado anunciando a medida. ;Tendo em vista o trágico episódio da morte de um jovem na festa 111 anos do Grêmio Politécnico, esta diretoria cancela todas as autorizações de festa já emitidas ou qualquer tipo de confraternização envolvendo bebidas alcoólicas nas dependências da escola;, declarou em um comunicado oficial o diretor da Escola Politécnica da USP, José Roberto Castilho Piqueira.