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Manifestantes e policiais entram em confronto durante protesto na Alerj

Diante dos ânimos exaltados da tentativa de derrubada das grades que protegiam a Alerj, PMs tentaram dispersar a multidão com bombas de gás lacrimogênio



Policiais militares e manifestantes entraram em confronto, no início da tarde desta quarta-feira (16/11), durante o protesto que reúne aproximadamente 3 mil servidores públicos do Rio de Janeiro. O ato é contra o pacote de medidas apresentado pelo governo do estado, em sessão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O clima ficou tenso após a primeira tentativa de invasão do prédio.

[SAIBAMAIS]Gritos de "Fora, Pezão" foram usados com frequência durante toda a manifestacão. Diante dos ânimos exaltados, e da tentativa de derrubada das grades que protegiam a Alerj, PMs tentaram dispersar a multidão com bombas de gás lacrimogêneo. Vídeos postados nas redes sociais, mostram a repressão policial contra os manifestantes. Alguns servidores se sentaram no chão e cantaram o hino nacional, na tentativa de acalmar ambas as partes.

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Um repórter, que registrava o protesto, foi puxado por outro manifestante e teve o celular arremessado. O agressor foi identificado como um policial militar pelos próprios colegas de profissão. Um grupo de PMs se desculpou pela agressão e chegou a pedir para que o repórter tivesse cuidado com as imagens, "para não prejudicar o colega". Ainda não há dados sobre feridos.

Pacote de medidas de austeridade

Às 15h, os deputados votarão duas das propostos pelo Executivo. Ao todo, serão 21 projetos de lei, incluindo cortes de gastos, extinção de programas sociais, aumento de impostos e elevação na contribuição previdenciária dos servidores públicos. No total, o estado do Rio pretendia ter um impacto positivo de R$ 27,8 bilhões nas contas de 2017 e 2018, mas o pacote está R$ 11,8 bilhões menor.