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Correio Braziliense

Gol se desculpa por "extraviar" criança

Menino de 6 anos era esperado em Vitória, mas foi mandado pela empresa para Curitiba. Pai contou o caso nas redes sociais. Companhia pede desculpas e diz que foi erro pontual


postado em 04/12/2016 18:46

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O pai do menino
O pai do menino "extraviado", Wanderson Romão, em foto postada em seu Facebook (foto: Facebook/Reprodução)

 

O relato de um pai nas redes sociais causou revolta em internautas neste fim de semana. Segundo depoimento de Wanderson Romão, professor de Vitória, o filho de 6 anos, que mora no Rio de Janeiro com a mãe, realizou sua primeira viagem desacompanhado no sábado (3/12). O objetivo era que a criança pudesse comemorar o aniversário do pai no Espírito Santo, mas, em vez de ser colocado no voo certo, o menino acabou em Curitiba.

 

Até que o erro fosse desvendado, pai e mão passaram momentos de grande aflição: "Liguei para mãe para dar a notícia: 'Joyce, a GOL sumiu com o nosso filho'. Veio então o desespero. Ela imediatamente foi para o Galeão tentar localizar o nosso filho. Ninguém estava acreditando, a vó da criança, eu, a mãe, meus amigos. O mundo caiu! Veio à tragédia de Chapecó imediatamente em minha cabeça", narra Romão em um longo texto, intitulado 'Gol, meu filho não é mala para ser extraviado'.

"Erro pontual"

Procurada pelo Correio, a Gol respondeu com uma nota pública, divulgada neste domingo (4). Diz o texto da empresa: "A GOL reitera o pedido de desculpas ao cliente Wanderson Romão, ao menor, sua mãe e seus familiares pela falha no procedimento de embarque, ocasionando a troca do voo. Esclarecemos que em nenhum momento a criança correu qualquer risco. Ela esteve todo tempo assistida pela tripulação e colaboradores, tanto do Galeão quanto de Curitiba, até retornar aos cuidados de seus familiares. A causa desse erro pontual já foi identificada e medidas estão sendo adotadas para que situações como essa não voltem a ocorrer. A companhia está em contato com os familiares para oferecer toda a assistência necessária e minimizar os transtornos causados."

 

O pai conta no texto que se passou uma hora até que ele descobrisse o que havia acontecido com o filho. "Ele fez o voo sem nenhuma pessoa ao lado da cadeira. Não havia autorização judicial para ele ir ao Paraná, apenas RJ, ES e SP. O que era para ser um voo de 45 min se transformou em um voo de 1h e meia e em um filme de terror."

 

No fim, o professor deixa claro que pretende processar a empresa aérea. "'Gol Linhas Aéreas Inteligentes' NOS VEMOS NA JUSTIÇA (DAVI VERSUS GOLIAS!)."

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