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Correio Braziliense

Taxistas e motoristas do Uber entram em confronto na Esplanada

A Polícia Militar teve de intervir, com uso de spray de pimenta, para evitar que a confusão se prolongasse. Cerca de mil motoristas de ambas as categorias estão no centro da cidade


postado em 31/10/2017 16:52 / atualizado em 31/10/2017 20:42

(foto: Divulgação/PMDF)
(foto: Divulgação/PMDF)
 
 
Taxistas e motoristas de aplicativos de transporte executivo iniciaram um princípio de confronto no início da tarde desta terça-feira (31/10), na Esplanada dos Ministérios, onde ocorre um protesto no dia em que o Senado Federal votará pela regulamentação ou não dos apps no Brasil.  
 
 Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os taxitas fecharam a via S1 por aproximadamente 5 minutos, travando o trânsito na região. Logo em seguida, teriam iniciado uma série de provocações aos motoristas do Uber e Cabify, que teriam revidado. A PM interviu, usando spray de pimenta. Um taxista acabou detido por desacato. No início da noite, na altura do Itamaraty, o trânsito foi bloqueado pelos manifestantes, mas homens da PM desobstruíram o local com uso de spray de pimenta. Na ocasião, outro motorista da mesma categoria foi preso.
 
Os profissionais estão desde a madrugada desta terça-feira no canteiro central da Esplanada dos Ministérios em uma mobilização para pressionar a votação do PLC 28/2017. Representantes de aplicativos, como Uber, 99 e Cabify, desaprovam o projeto que regulamenta os serviços de transporte particular, que está prevista na pauta do Senado Federal hoje.

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O motorista Richard de Oliveira, de 36 anos, trabalha com o transporte por meio de aplicativos há dois anos. Ele afirma que o projeto atual prejudica os motoristas. "Da forma como foi apresentado, esse projeto impede os motoristas de aplicativos de trabalharem. Exige placa vermelha e autorização da prefeitura. O governo local agiria de forma política e impediria que os motoristas da Uber tivessem permissão", afirmou.
 
Ver galeria . 7 Fotos Luis Nova
(foto: Luis Nova )
 
 
Os motoristas de transporte particulares entregaram cerca de 815 mil assinaturas contra a proposta, que traz exigências como o uso de placas vermelhas (iguais às dos táxis), veículo próprio e autorização específica do governo para prestar o serviço. Os taxistas pedem a aprovação do texto sem modificações e muitos alegam concorrência desleal.
 
O taxista Adebal Alves Rezende, de 63 anos, trabalha a três décadas neste tipo de serviço. Ele afirma que a regulamentação do transporte por aplicativo vai trazer mais segurança aos passageiros. "O projeto tem que passar. O Uber tem que ser regulamentado. Nós pagamos impostos e eles não. Além disso tem muitos bandidos que trabalham com Uber. Eu vejo de Belo Horizonte e vejo muitas pessoas em regime semiaberto no Uber. Nem todos são bandidos, só cerca de 85% a 90%", afirma.
 
Ainda não há confusão, mas há clima de tensão entre os motoristas. Os taxistas acusam aos gritos os motoristas de transporte particular de serem "criminosos e piratas". 
 
O taxista Tarsso da Silva, de 39 anos, atua na cidade de São Paulo. Ele vê a regulamentação como positiva para todos os motoristas. "A regulamentação é boa para os dois lados. Pois vai dar um padrão, tanto aos carros quanto ao comportamento dos motoristas. Também vai ser boa para os dois lados", afirmou.
 
 

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