Publicidade

Correio Braziliense

Traficante preso no Paraguai fornecia armas e drogas ao Comando Vermelho

Um dos homens mais procurados no Rio de Janeiro, "Marcelo Piloto" estava escondido em uma cidade próxima à fronteira com a Argentina. Ele é acusado de fornecer armas e drogas para o Comando Vermelho, a maior facção do RJ


postado em 14/12/2017 08:10 / atualizado em 14/12/2017 08:42

Marcelo foi localizado pela PF e pela Polícia Nacional do Paraguai em Encarnación: ação contou com a ajuda da agência de combate às drogas dos EUA(foto: Secretaria Nacional Antidrogas Paraguay )
Marcelo foi localizado pela PF e pela Polícia Nacional do Paraguai em Encarnación: ação contou com a ajuda da agência de combate às drogas dos EUA (foto: Secretaria Nacional Antidrogas Paraguay )

 
Uma ação da Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Nacional do Paraguai, colocou atrás das grades o traficante mais procurado do Brasil. Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, 42 anos, foi preso ontem em Encarnación, próximo à fronteira com a Argentina. “Marcelo Piloto”, como é conhecido, estava escondido no Paraguai e de lá fornecia armas e drogas para o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

(foto: Secretaria Nacional Antidrogas Paraguay )
(foto: Secretaria Nacional Antidrogas Paraguay )
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou que a prisão atinge diretamente a quadrilha, pois interrompe o sistema de abastecimento. “Trata-se de um grande golpe no crime organizado atuante no Rio, haja vista que Marcelo Piloto se tornou o maior fornecedor de armas, munições e explosivos da facção criminosa.”

Em comunicado divulgado pela Secretaria de Segurança, Marcelo Piloto é acusado de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, latrocínio e roubos. De acordo com o site Procurados do Disque-Denúncia, Piloto ingressou no sistema carcerário em 20 de março de 1998 com um vasto histórico criminal. No Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão (Polinter), são 20 ordens emitidas por diversas varas criminais.

No Sistema de Identificação Criminal, tem 19 anotações. Já no Sistema de Cadastramento de Ocorrências Policiais, constam 35 procedimentos a partir de 2010, como roubos de veículos, roubos a transeuntes, tráfico de drogas e apreensão de veículos. Ainda segundo o site, Piloto andava sempre armado com pistolas e fuzis, cercado de seguranças e costumava promover bailes funks nas comunidades para a venda de drogas.

Apontado como chefe do tráfico de drogas nas comunidades de Mandela I, II e II, no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, ele é também acusado de fazer parte do grupo de 10 traficantes que participou do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), em 3 de julho de 2012. Em confronto com a Polícia Militar em 2013, DG acabou morto. A prisão de Piloto contou ainda com a ajuda da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio, da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e da agência de combate às drogas dos EUA (DEA).

Reforço

Em julho, cerca de 8.500 militares foram enviados para apoiar a polícia do Rio, estado que vive uma onda de violência, sobretudo nas favelas. Na semana passada, em uma intervenção que envolveu 3.000 homens, as forças de segurança capturaram Rogério Avelino da Silva, o “Rogério 157”, que controlava o tráfico na Rocinha. Ontem, cerca de 800 soldados intervieram no Conjunto de Favelas da Maré.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade