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Correio Braziliense

Cármen Lúcia desiste de visitar presídio em Goiás por falta de segurança

A presidente do STF, Cármen Lúcia, foi desaconselhada a visitar presídio em Aparecida de Goiânia pelo presidente do Tribunal Estadual de Justiça de Goiás (TJGO), Gilberto Marques Filho


postado em 08/01/2018 14:31 / atualizado em 08/01/2018 14:52

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), desistiu de ir ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, nesta segunda-feira (08), porque as autoridades do estado não consideraram a visita segura. 
 

A mudança de planos ocorreu após uma reunião com autoridades do estado. No encontro, foi definida uma série de medidas para tentar conter a crise no sistema penitenciário. Foi o presidente do Tribunal Estadual de Justiça de Goiás (TJGO), Gilberto Marques Filho, que desaconselhou a ministra a ir pessoalmente à unidade de internação. "Eu, como presidente do Tribunal de Justiça, não quero expor a presidente do STF a qualquer risco, por menor que seja", destacou.

A ida até o complexo estava prevista na agenda da ministra e deveria ocorrer após uma reunião realizadas na sede do TJGO. O encontro terminou por volta das 13h. Depois disso,  a magistrada retornou a Brasília, sem falar com a imprensa.


Perillo garante novos presídios


De acordo com o governador de Goiás, Marconi Perillo, ficou agendada uma nova reunião de trabalho, em 9 de fevereiro. "Vamos entregar novos presídios nos próximos meses, fazer o cadastro de todos os detentos e acelerar o julgamento de processos. No prazo de um mês, a ministra retorna aqui em Goiânia para acompanhar os resultados", destacou Perillo. 

O governador foi questionado sobre ter tirado três dias de licença em meio à crise e disse que "governou a distância", enviando mensagens aos integrantes do governo. "Hoje em dia, não precisa estar fisicamente na capital para resolver as coisas. Eu estava de licença, sou trabalhador como qualquer um e tenho esse direito depois de um ano de trabalho duro. Mas, no período, eu mantive contato pela internet, por mensagem, com o secretário de Segurança e demais autoridades responsáveis por essa área", completou Perillo.
 
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(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )
 

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