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Correio Braziliense

William Waack diz que comentário considerado racista foi 'brincadeira'

Ex-apresentador do 'Jornal da Globo' se defendeu de acusação de racismo em artigo publicado na 'Folha de S.Paulo' deste domingo


postado em 14/01/2018 12:27 / atualizado em 14/01/2018 12:46

'Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão', escreveu William Wack(foto: Reprodução)
'Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão', escreveu William Wack (foto: Reprodução)


O jornalista William Waack falou pela primeira vez sobre o vídeo gravado em novembro de 2016 que acabou provocando sua saída da TV Globo. Na gravação feita nos EUA, o ex-apresentador fez um comentário considerado racista. "Aquilo foi uma piada - idiota, como disse meu amigo Gil Moura-, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular", escreveu em seu artigo publicado neste domingo (14/1) pelo jornal "Folha de S.Paulo". "Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão", acrescentou Waack, de 65 anos.

O apresentador diz ainda que sempre combateu a intolerância, incluindo o racismo. “Minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso”, completa. Ele cita uma frase da jornalista Glória Maria, que, segundo ele, “foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: ‘Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português.'”


A polêmica

O vídeo que provocou a demissão de Waack foi divulgado na internet em novembro do ano passado. A filmagem foi feita antes de uma entrevista com Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute, do Wilson Center, em um estúdio em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos. “Tá buzinando por quê, seu m. do cacete? Não vou nem falar porque eu sei quem é”. Na sequência, Waack olha para o convidado e diz, em tom baixo: “É preto. É coisa de preto”. 

O vídeo foi divulgado nas redes sociais e não demorou muito para que repercutisse. Ainda em novembro, ele foi afastado do cargo e, um mês depois, demitido. Na época, a emissora divulgou a seguinte nota: “A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante”.

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