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Correio Braziliense

Meninas de 3 e 4 anos morrem afogadas em piscina de clube em Belo Horizonte

Testemunhas contaram aos policiais militares que não havia salva-vidas quando as crianças afundaram em uma piscina da Arena Clube Matos


postado em 22/01/2018 16:40

Arena Clube Mattos funciona em uma casa na Rua Coimbra, no Bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte (MG)(foto: Paulo Filgueiras/EM/ D.A Press)
Arena Clube Mattos funciona em uma casa na Rua Coimbra, no Bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte (MG) (foto: Paulo Filgueiras/EM/ D.A Press)

 
Duas primas, de 3 e 4 anos de idade, morreram afogadas na tarde desse domingo em clube que fica dentro de uma casa no Bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte. 
 

Segundo informações da Polícia Militar (PM), a ocorrência foi às 18h13, na Arena Clube Mattos.  De acordo com o pai da criança de 4 anos, na hora de ir embora ele ouviu uma gritaria próximo à piscina. Foi quando o homem percebeu que a filha estava afundando. Os responsáveis pela outra criança também foram até o local da confusão e perceberam que a criança já estava no fundo da piscina. 

Ainda segundo a PM, os pais das crianças tentaram salvá-las, colocando as meninas em um carro e levando-as até o 5º Batalhão da PM, no Gameleira. Lá, os policiais começaram as massagens cardíacas e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Quando o Samu chegou, os médicos ainda tentaram reanimar as crianças por cerca de uma hora, mas os trabalhos não obtiveram êxito.
 
Nesta manhã, o clube estava fechado e uma piscina do local estava com água verde(foto: Paulo Filgueiras/EM/ D.A Press)
Nesta manhã, o clube estava fechado e uma piscina do local estava com água verde (foto: Paulo Filgueiras/EM/ D.A Press)
 

Não foi possível realizar a perícia já que, no momento em que chegaram até o clube, o local já estava fechado. Nenhum responsável pela Arena Clube Matos foi encontrado. Testemunhas contaram aos militares que os proprietários deixaram o local em um veículo e que não havia salva-vidas no local quando as crianças se afogaram.  
 
A reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis pelo estabelecimento, mas as ligações não foram atendidas. Uma taca de R$ 15 era cobrada aos frequentadores do clube que eram proibidos de entrar com bebida alcoólica no local.
 
A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar o caso e que, ainda nesta semana, todas as partes - responsáveis pelo clube e familiares - serão chamados para prestar depoimento. Trabalhos de perícia também estão programados para ocorrer nos próximos dias dentro do clube.  

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