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Correio Braziliense

Justiça de São Paulo condena homens que tatuaram testa de jovem

Maycon Wesley foi condenado a 3 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime semiaberto. Ele responderá por crime de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Já Ronildo foi julgado e condenado a 3 anos e 6 meses em regime fechado, por lesão corporal gravíssima


postado em 19/02/2018 19:55 / atualizado em 19/02/2018 19:55

A justiça de São Paulo determinou que a defesa dos autores ainda não pode recorrer em liberdade(foto: Divulgação/PCSP)
A justiça de São Paulo determinou que a defesa dos autores ainda não pode recorrer em liberdade (foto: Divulgação/PCSP)
 
Os dois homens que tatuaram a testa de um adolescente, em junho do ano passado em São Bernardo do Campo, foram condenados pelo tribunal da 5ª Vara Criminal, na Justiça de São Paulo. Os autores do crime vão responder por crime de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. 
 
A vítima, um adolescente, com 17 anos à época, foi flagrada pelos dois acusados supostamente roubando uma bicicleta. O tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo detiveram o jovem e tatuaram a testa do rapaz com os dizeres "eu sou ladrão e vacilão". A dupla gravou, ainda, um vídeo ridicularizando o garoto e postaram nas redes sociais. O caso ganhou repercussão nacional e a dupla foi presa em flagrante, em 9 de junho de 2017.

O jovem negou ter roubado a bicicleta e afirmou à polícia ter tido as mãos e os pés amarrados, bem como os cabelos cortados pelos homens. Na internet, várias pessoas se sensibilizaram com a história e organizaram uma vaquinha on-line, para ajudá-lo a remover a tatuagem. As arrecadações chegaram ao valor de R$ 15 mil.  
 
Maycon Wesley foi condenado a 3 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime semiaberto. Ele responderá por crime de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Já Ronildo foi julgado e condenado a 3 anos e 6 meses em regime fechado, por lesão corporal gravíssima, e 5 meses e 7 dias de detenção por constrangimento ilegal, em regime semiaberto. Não cabe recurso.
 
* Estagiária sob supervisão de Anderson Costolli

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