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Correio Braziliense

Campanha incentiva vacinação de gestantes no país

Com o objetivo de aumentar o índice, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) aproveitou o Dia Internacional da Mulher para lançar a campanha "Calendário de vacinação da gestante: Um sucesso de proteção para mãe e filho"


postado em 08/03/2018 17:32 / atualizado em 08/03/2018 18:18

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 
Apesar de a importância de imunização de adultos e crianças ser amplamente divulgada, entre 2016 e 2017, a cobertura vacinal de gestantes chegou a apenas 34% da população. A maior preocupação de especialistas é que, em muitos casos, a única forma de prevenir doenças em recém-nascidos é vacinando a mãe durante a gestação. Com o objetivo de aumentar o índice, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) aproveitou o Dia Internacional da Mulher para lançar a campanha “Calendário de vacinação da gestante: Um sucesso de proteção para mãe e filho”.
 
Na opinião de especialistas, o maior problema está na falta de informação. A presidente da SBIm, Isabella Ballalai, critica um "mito" que se criou sobre mulheres grávidas não poderem se vacinar. Isabella afirma que todo o calendário de vacinação da mulher grávida é feito com substâncias testadas que não oferecem riscos. "Eu não vou vacinar uma gestante à toa. Não se faz nada à toa em uma gestante. Se é recomendado, é porque existe um risco para ela e para o bebê e é seguro para ambos. A imunização é uma intervenção segura, gratuita para a população, eficaz, de fácil realização e protege um, dois ou até mais indivíduos ao mesmo tempo", comenta.
 
Segundo dados do DataSUS, no ano passado, a cobertura vacinal na gestante da vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) ficou em 38,48% e nenhuma unidade da Federação cumpriu a meta do Ministério da Saúde de chegar a 95%. O estado que mais se aproximou do objetivo foi o Ceará, com 72,8%. No Distrito Federal, esse índice foi de apenas 15,7%. A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, reclama de uma visão que o brasileiro tem de que só crianças precisam ser vacinadas. "Além dos testes de eficácia das vacinas, no caso das gestantes, são levados em conta também os de segurança", garante Carla.
 
Grávida da primeira filha, Liz, a atriz Juliana Didone foi escolhida para ser a madrinha da campanha. "Há uma responsabilidade enorme na gravidez. Não é só fazer exercícios e se alimentar bem. As vacinas são fundamentais para uma gestação tranquila e um bebê saudável. Tudo o que uma mãe quer é que o seu filho seja saudável, nada mais importa", diz a atriz.
 

Febre amarela


Por ser feita com um vírus vivo, a vacina da febre amarela não é recomendada para gestantes desde que elas não estejam em áreas de risco. Especialistas explicam que a vacinação de gestantes leva a relação entre o risco de contrair a doença e o benefício da imunização. Atualmente, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais estão na lista de unidades da Federação recomendadas.
 

Saiba mais


Vacinas indicadas para gestantes:
Influenza (gripe)
Hepatite B
Dupla bacteriana (DT), contra a difteria e tétano
Tríplice bacteriana acelular (dTpa), contra a difteria, tétano e coqueluche

Números

Em 2017, gestantes, puérperas (45 dias após o parto) e crianças com até 5 anos responderam por 11,4% dos óbitos por influenza entre pessoas com fatores de risco.
Em 2015, 2.955 casos de coqueluche foram registrados no Brasil. Destes, 1.850 (62,6%) em menores de 1 ano. Das 35 mortes, 30 foram de bebês menores que 3 meses.
Cerca de 90% dos recém-nascidos que contraem hepatite B durante o parto desenvolvem a forma crônica. Em adultos, o índice é de 10%.
 

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