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Correio Braziliense

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para taxistas

Exigência do exame toxicológico, obrigatório aos motoristas de caminhão desde 2016, agora chega aos profissionais de transporte privado. Mais exatamente em Porto Alegre, que implementa a lei a partir da semana que vem


postado em 02/06/2018 07:00

Além da segurança, norma tem a função de dar mais credibilidade aos taxistas: competitividade com aplicativos(foto: Joel Vargas/PMPA)
Além da segurança, norma tem a função de dar mais credibilidade aos taxistas: competitividade com aplicativos (foto: Joel Vargas/PMPA)

Antes da paralisação e das reclamações quanto ao preço do diesel, os caminhoneiros enfrentaram uma exigência que causou polêmica na categoria. Desde 2016, eles devem se submeter aos exames toxicológicos para atestar condições de dirigir veículos pesados por longas horas nas estradas que cortam o país. Na época, a principal reivindicação dos motoristas ouvidos pelo Correio era de que o modelo deveria ser implementado para todos os outros profissionais. A demanda foi ouvida e, partir da próxima semana, os taxistas de Porto Alegre também terão que se adequar à regra.
 
Por enquanto, apenas a capital gaúcha passará pela implementação do exame toxicológico para a categoria. Porém, a ideia é de que essa decisão abra espaço para incentivar outras cidades e, um dia, a norma se tornar nacional. “O caso dos táxis é muito importante por causa de acidente. Mas tem outra vantagem: a segurança para quem está sendo transportado. Caminhões levam cargas e, nesse caso, é uma garantia para as pessoas”, analisa o prefeito da cidade, Nelson Marchezan Júnior (PSDB).

A partir da publicação da nova Lei dos Táxis, em 6 de junho, os taxistas deverão realizar o exame a cada 12 meses. Os caminhoneiros, por exemplo, precisam repetir o teste uma vez a cada dois anos. O processo funciona da seguinte forma: na clínica são colhidas amostras de cabelo, pelos ou unha. Se o motorista tiver feito uso de qualquer substância ilícita em um período que varia até seis meses, o material será detectado. As drogas identificadas são maconha, cocaína, anfetaminas, ecstasy e opiáceos.

Mais alterações


Com a lei que obriga o exame, há outras mudanças. Por exemplo: a cor do veículo passa do vermelho ibérico para o branco. A alteração foi solicitada pelo sindicato local por questão de economia — a adequação custa em torno de R$ 2,5 mil por veículo, mas a compra pode ficar mais barata. As mais pertinentes aos clientes, entretanto, dizem respeito ao histórico criminal do motorista, à possibilidade de a corrida ser filmada para garantir a segurança do passageiro e ao sistema de monitoramento a GPS, por exemplo.

“Outro diferencial é a biometria. Agora, o taxímetro só vai ligar com a digital do motorista, ou seja, só dirige o táxi aquele profissional que passou em todos os exames”, explica Marchezan. Além da aumentar a competitividade com os aplicativos móveis — com uma maior credibilidade —, a ideia é de que as viagens fiquem mais seguras. “As mulheres preferem pagar o aplicativo por causa da segurança. Com esses diferenciais, não há dúvida em dizer que ele vai ser o meio mais seguro do Brasil”, garante o prefeito.

Na cidade, a frota de táxis é composta por 3,9 mil carros. Existem, no entanto, 10,8 mil condutores de táxi cadastrados na Empresa Pública de Transporte Coletivo (EPTC), além de 153 pontos fixos e 177 livres. Uma das polêmicas em torno do mesmo exame para caminhoneiros era a questão do custo: o motorista interessado paga pelo exame. No caso dos taxistas, quem banca os R$ 200 do teste é o profissional ou a empresa contratante. “Toda a mudança enfrenta barreiras. Quando tivermos os resultados da modernidade do uso da tecnologia, isso vai ser copiado”, afirma Marchezan.

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