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Correio Braziliense

Morre jornalista Ruy Portilho, organizador do Prêmio Esso, aos 74 anos

Vítima de câncer de pulmão, Ruy deixa três filhos. Com quase 60 anos de carreira, ele trabalhou nos principais veículos de comunicação do país


postado em 13/06/2018 18:02

De temperamento doce no trato com seus subordinados, era conhecido pelo rigor na edição de textos(foto: Reprodução/Facebook)
De temperamento doce no trato com seus subordinados, era conhecido pelo rigor na edição de textos (foto: Reprodução/Facebook)

 
Durante 23 anos, o maior prêmio do jornalismo brasileiro teve uma cara: a de Ruy Portilho. Profissional prestigiado, com passagem pelos principais veículos de comunicação do país, ele passou a organizar o Prêmio Esso. Com quase 60 anos de carreira, Ruy morreu nesta quarta-feira (13/6), aos 74 anos, vítima de um câncer no pulmão. Ele deixa três filhos. O corpo será cremado hoje, no Rio de Janeiro. O velório será realizado nesta quinta-feira (14/6), no Memorial do Carmo, Capela 3, das 9h às 11h.

Ruy iniciou sua carreira na Editora Bloch no final dos anos 1960. Entre 1970 e 1985, chefiou a sucursal carioca do Jornal da Tarde e do jornal O Estado de S. Paulo. Foi ainda diretor de Comunicação e Marketing das empresas do Grupo Viamar (navegação, siderurgia, mineração e reflorestamento) e coordenador de comunicações externas da Esso Brasileira de Petróleo. Desde 1992, era diretor da RP Consultoria.

Fernando Portilho, filho e sócio de Ruy, divulgou uma nota em nome da família em que promete honrar o legado do pai e dar continuidade às suas atividades. “Conhecido e respeitado por seus colegas jornalistas, ele era muito admirado, resultado de décadas de uma vida íntegra e dedicada ao trabalho, que realizava com extrema lucidez e muito prazer”, destaca o texto. 

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Domingos Meirelles, trabalhou com Ruy e destacou o rigor com os textos que o profissional tinha. “Ele possuía um temperamento doce no trato com seus subordinados a quem tratava como colegas”, lembrou, em nota.

O jornalista Adhemar Altieri também lamentou a morte. Eles trabalharam juntos da década de 1980. “Um grande profissional e um grande amigo, que vai fazer muita falta para muita gente influenciada e beneficiada pelo sempre exemplar trabalho que ele realizou”, escreveu em uma rede social. Outra colega, a jornalista Nely Caixeta participou do júri do Prêmio Esso em duas ocasiões e se lembra com carinho da experiência. “Um profissional educadíssimo”, ressaltou. 

 
Premiação nacional

 
Por seis décadas, Prêmio Esso foi o concurso mais importante do jornalismo brasileiro. A iniciativa foi cancelada em 2016. Estima-se que mais de 33 mil trabalhos jornalísticos tenham sido avaliados pelas comissões de julgamento, premiando mais de mil trabalhos gráficos, reportagens e fotografias. Em 2015, na 60ª edição, foram distribuídos R$ 123,2 mil em prêmios em dinheiro.  
 
A multinacional de petróleo e gás norte-americana ExxonMobil, que patrocinava o prêmio, disse à época do cancelamento, que faria uma pausa para reavaliar o formato da premiação de modo a "contemplar tanto as tradicionais quanto as novas formas em que a atividade vem sendo exercida no país". 

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