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Correio Braziliense

Justiça impede que município do Rio de Janeiro gaste com show da Anitta

O município de Itaguaí está em crise econômica e os gastos previstos com as atrações é estimado em 6,2 milhões


postado em 04/07/2018 12:38 / atualizado em 04/07/2018 12:57

(foto: Multishow/Divulgação)
(foto: Multishow/Divulgação)
O juiz Richard Robert Fairclough, da 2ª Vara Cível da Comarca de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, acatou ao pedido de uma ação civil pública do Ministério Público do Estado e proibiu que o município gastasse recursos públicos com shows na Expo Itaguaí 2018. O evento, previsto para começar nesta quarta-feira (4/7), é em comemoração aos 200 anos da cidade. Estavam previstas apresentações de cantores famosos como Anitta, Alexandre Pires e Luan Santana.
 
Caso os gastos não sejam suspensos de imediato, foi estipulada uma multa pessoal da autoridade administrativa no valor de 30% do valor pago. Segundo o Ministério Público, a prefeitura antecipou o pagamento de 50% dos cachês aos artistas, o que também é ilegal, segundo o MP. 

A prefeitura havia decretado estado de calamidade financeira, no início de 2017. As áreas de saúde e educação públicas do município enfrentam sérios problemas, inclusive com várias escolas sendo fechadas. O principal hospital de Itaguaí, o São Francisco Xavier, chegou a fechar a emergência por falta de recursos. A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) não está funcionando.

Estrutura milionária para shows

Em inquérito instaurado para apurar denúncia sobre o alto custo do evento, a prefeitura municipal descreveu gastos de R$ 6,2 milhões para contratar atrações como Anitta, Alexandre Pires e Luan Santana, fora os serviços de infraestrutura de palco.

No documento, Fairclough afirma que “é pública e notória, também com ampla divulgação na mídia, a trágica situação financeira de Itaguaí, com reflexo direto no pagamento dos servidores, nas escolas, e principalmente na rede de saúde municipal”. Foi decretado estado de calamidade no município, o que exige prioridade de gasto para “as necessidades sociais essenciais”.

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