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Correio Braziliense

Hepatite do tipo C é a que mais apresenta alta de casos no país

A região com mais casos é a Sudoeste. Saúde lança plano para eliminar casos de Hepatite C até 2030


postado em 05/07/2018 17:09

Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses da vacina(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses da vacina (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

 
Em coletiva na tarde desta quinta-feira (5/7), o Ministério da Saúde anunciou um plano para eliminar os números de casos da hepatite C do país até 2030. Segundo a pasta, entre os tipos de hepatite, a que mais tem notificações é a do tipo C.Em 2017, mais de um milhão de pessoas tiveram contato com o tipo da doença. No ano passado, foram notificados 24,4 mil novos casos. 

A enfermidade é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de agulhas ou instrumentos cortantes. Segundo o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais de 2018, foram registrados 40,1 mil casos novos de hepatites. A região sudeste foi a que mais apresentou crescimento da hepatite A. Em São Paulo, a Hepatite A mais que dobrou em homens de 20 a 39 anos. O número foi de 155 em 2016, para 1108 em 2017. Uma investigação epidemiológica apontou que a transmissão ocorreu via oral fecal e por relação anal, nesse casos. 

A diretora do Departamento de HIV/Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken afirma que é necessária a prevenção e que o tratamento disponível no SUS possibilita em mais de 90% a chance de cura. “Para atender as novas metas, o Ministério vai adquirir 50 mil novos tratamentos. Todos os diagnosticados com a hepatite C têm acesso a tratamento. Depois disso, quando fica indetectável em exames, a doença não volta. Ou seja, é curada. Precisamos chamar a atenção de que é necessário fazer o teste. É uma doença silenciosa, não apresenta sintomas e a pessoa pode não saber que está infectada. É a que tem maior taxa de mortalidade. As crianças precisam ser vacinar contra a Hepatite A e B também”, alerta.

A vacina contra o tipo A está disponível no SUS para crianças de 1 ano e 3 meses a 5 anos. Para o tipo B, a imunização é feita em quatro doses: ao nascer, com 2, 4 e 6 meses. Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses. 

Benzaken explica ainda que a testagem é feita no SUS para os tipos B e C. Buscamos uma população específica prioritária, mais vulnerável como grupos de hemodiálise, hipertensos, pessoas que fazem acompanhamento de prevenção ao HIV e que tenham mais de 40 anos para realizar a testagem. O maior desafio é encontrar essas pessoas que estão infectadas. Por isso simplificamos o diagnóstico, investimos no teste rápido com foco na população alvo”, finaliza.

De acordo com o Ministério, a meta é tratar 19 mil pessoas este ano e a partir de 2019, 50 mil pacientes por ano até 2024 e espera reduzir em 65% a mortalidade por hepatite C até 2030.

Dos tipos, a Hepatite B foi a que menos apresentou variação. Foram 14,7 mil casos em 2016, contra 13,4 mil em 2017. O secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto, afirma que é importante o acesso à informação. “É necessário que procure o centro de saúde para a testagem rápida e lembre do preservativo, não há vacina para o tipo C e tanto esta, como a de tipo B são transmitidas sexualmente. É uma doença agressiva que pode levar á morte” ressalta.

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