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Correio Braziliense

Ministro quer todos os estados no sistema de boletins de ocorrência

Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (13) pela pasta, até agora, apenas 11 dos 27 estados da federação têm suas bases de dados no novo sistema.


postado em 13/07/2018 14:57 / atualizado em 13/07/2018 15:03

(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

 
A partir desta sexta-feira (13/7), todos os estados e municípios devem aderir ao Boletim Nacional de Ocorrência, adotado por parte do Sistema Único de Segurança Pública, aprovado no Congresso Nacional no último 11 de junho. A medida serve para integrar dados no âmbito da segurança pública e otimizar o serviço. Até o momento, apenas 11 estados estão integrados - Rio de Janeiro e São Paulo não estão entre eles. A expectativa do governo federal é de que, até 2019, todos já possam compartilhar das informações. 

De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, todas as localidades que ainda não aderiram ao compartilhamento e à unificação das  informações terão um prazo para se atualizarem. No entanto, por lei, se houver resistência, os estados poderão sofrer sanções, como falta de repasse de recursos destinados à segurança pública. 

Dos 11 estados, nove utilizam a ferramenta gratuita do Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública (Sinep). Apenas dois sintonizaram a própria base de dados na plataforma do governo. “O país não tinha um sistema nacional, tampouco uma politica nacional de segurança. Este trabalho envolverá União, estado e municípios”, acrescentou Jungmann. 

Até o momento, já foram gastos R$ 30 milhões. Cada estado, por sua vez, gasta, em média, por ano, R$ 9 milhões para atualizar o setor informativo e tecnológico local. Para o Secretário Nacional de Segurança Pública, Flávio Basílio, a unificação vai gerar uma “grande economia para o país”. 

“A integração não é só o boletim nacional, é preciso  haver também dados do sistema prisional e pouco estados ainda contribuem com isso. Queremos uma rede aberta, com transparência. Essa era chegou”, afirmou o ministro. Até agosto, segundo Jungmann, deve ser instalado o  Conselho Nacional de Segurança Pública e a divulgação da Polícia Nacional de Segurança Pública. 

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