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Correio Debate vai discutir avanços no tratamento do diabetes; inscreva-se

Estarão presentes especialistas, acadêmicos e autoridades governamentais. O evento vai das 10h às 13h40, no auditório do jornal

Ingrid Soares
postado em 31/07/2018 06:00
O debate terá dois painéis e será aberto pelo ministro da Saúde, Gilberto OcchiA sede excessiva levou o aposentado Wilson Geraldo Caetano, 76 anos, a procurar um médico. Na época, aos 65 anos, veio o diagnóstico de diabetes tipo 2. Morador do Cruzeiro Velho, ele faz o controle diário da doença com comprimidos, atividades físicas e mudanças na alimentação. Wilson faz parte do grupo em que a enfermidade se manifestou após os 65 anos.

A comunidade idosa diabética tem um risco ainda maior de complicações cardíacas e vasculares. Segundo especialistas, infarto, acidente vascular cerebral e trombose poderiam ser evitados caso drogas mais atualizadas, ainda não disponíveis pelo Sistema único de Saúde (SUS), fossem adotadas.

Para discutir o tema, será realizado um Correio Debate com o tema ;Acesso e avanços nos tratamentos do diabetes;, em 7 de agosto, com debates sobre os novos fármacos e pesquisas na área. Estarão presentes especialistas, acadêmicos e autoridades governamentais. O evento vai das 10h às 13h40, no auditório do jornal.

A iniciativa é realizada em parceria com o movimento Para Sobreviver (composta por oito organizações) e será mediada pelo editor executivo do Correio Vicente Nunes. O presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, Fadlo Fraige Filho, um dos palestrantes convidados, afirma que a medicação para o diabetes está atrasada em 30 anos. ;É grave a situação do paciente que precisa das medicações do SUS para tratar a doença. Eles têm acesso aos remédios, mas muitos acabam aumentando o risco de complicações. Tem um conjunto de novos remédios, como as glifozinas, que têm um mecanismo de ação que permite a excreção do excesso de glicose pela urina. Com isso, reduz o risco de doenças cardiovasculares e ajuda no controle de peso e pressão. É preciso que os pacientes tenham acesso a novos medicamentos e tratamentos;, ressalta.

Outro convidado, Túlio César Lins, doutor em medicina molecular e professor da Universidade Paulista (Unip), ressalta que o SUS oferece a insulina humana (NPH e regular), que tem um tempo de ação mais diversificado e instável. ;Tem pessoas idosas ativas assim como as fragilizadas, que precisam de um controle maior. O principal objetivo é tratar o diabetes e as complicações. Precisam de uma rede de apoio. Há cerca de cinco anos, os profissionais têm brigado pela disponibilização de insulinas mais eficientes como as análogas. Tem a basal, que tem um processamento mais lento e age o dia inteiro. E tem as ultrarrápidas, aplicadas a cada vez que o paciente se alimenta de carboidratos. Nas crianças e adolescentes, os estudos mostraram que são muito eficientes. Nos idosos, vai da característica de cada paciente.;

O debate terá dois painéis e será aberto pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Contará também com a participação da presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hermelinda Pedrosa; do presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Oscar Pereira Dutra; do diretor do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (Dgits), Artur Felipe Siqueira de Brito; e do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Marco Antônio de Araújo Fireman.

Participe

; As inscrições para o Correio Debate estão abertas no site e são gratuitas, com vagas limitadas. A transmissão ao vivo
estará disponível no site do Correio e contará com a participação de médicos especialistas, executivos da área e também acadêmicos.

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