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Correio Braziliense

Conheça 7 itens preciosos que estavam abrigados no Museu Nacional do Rio

Além do fóssil humano mais antigo já achado no Brasil, o museu abrigava peças históricas de valor incalculável


postado em 03/09/2018 10:45 / atualizado em 03/09/2018 13:18

Ver galeria . 17 Fotos O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por João VI, em 1818O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por João VI, em 1818
O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por João VI, em 1818 (foto: O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por João VI, em 1818 )

Atingido por um incêndio na noite de domingo (2/9), o Museu Nacional do Rio de Janeiro contava com um acervo de mais de 20 milhões de itens, todos parte da história do Brasil e do mundo. Na manhã desta segunda-feira, após conseguir controlar o fogo, o Corpo de Bombeiros trabalhava para determinar as proporções do incêndio e checar se ainda há alguma obra que resistiu à destruição. 

 

O museu ocupava o palácio onde Dom João VI morou quando chegou ao Brasil, em 1808. Dez anos mais tarde, o rei fundou o Museu Nacional, que completou 200 anos há menos de um mês. 

 

Ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu ministrava cursos de graduação e pós-graduação e detinha a maior coleção de arqueologia egípcia da América Latina, além de sediar o maior acervo de história nacional, com peças imprtantes da arqueologia brasileira. 

 

Em uma área destinada à cultura do Pacífico, o Museu também tem artefatos da Polinésia, Nova Zelândia e Nova Guiné. Da cultura indígena, a estimativa é que haja mais de 30 mil objetos. Com mais de 60 peças, o lugar também tem a maior coleção de meteoritos do Brasil. 

 

Veja a seguir sete peças fundamentais do acervo que, quase certamente, foram destruídas pelo incêndio (veja mais na galeria acima):

 

1.Luzia

 

O crânio de Luzia e a reconstrução tridimensional de sua face(foto: Pedro Mota/Esp.EM/D.A Press)
O crânio de Luzia e a reconstrução tridimensional de sua face (foto: Pedro Mota/Esp.EM/D.A Press)

Na sala da arqueologia brasileira, uma das principais atrações do museu era Luzia, nome dado ao fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil. O crânio era de uma mulher que há 11 mil anos habitou a região onde hoje fica o país. Ao lado da peça, havia também a reconstrução tridimensional da face de Luzia. 

 

2. Meteorito Bendegó 

 

É o maior meteorito encontrado no Brasil até agora, com 5,36 toneladas. Ele foi descoberto em 1784, no sertão da Bahia, e foi para o Museu Nacional depois de 100 anos. No início da tarde de segunda-feira, informou-se que a rocha resistiu ao incêndio, mas não se sabe o impacto do fogo sobre a peça

 

3. Trono de Daomé

 

É o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do monarca ao príncipe Dom João VI, em 1811. 

 

4. Caixão de Sha-Amun-en-su

 

O acervo egípcio do museu é considerado o mais antigo e importante da América Latina. O caixão de Sha-Amun-en-su foi um presente do príncipe do Egito à Dom Pedro II, em uma visita ao país, em 1876. A múmia ficava exposta dentro do gabinete do imperador brasileiro. 

 

5. Maxakalisaurus topai

 

Encontrado na região do Prata, em Minas Gerais, o fóssil foi apelidado de “Dino Prata”. Ele é uma reconstrução de como o animal se apresentava em vida. 

 

6. Máscara indígena do povo Ticuna

 

Na sala de Etimologia indígena desvendam parte das raízes culturais do Brasil. Um dos destaques é a máscara indígena, que compunha rituais das tribos. 

 

7. Sala do Trono

 

É a sala particular de Dom Pedro II e Thereza Christina, na época. Era onde acontecia as audiências reais.  

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