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Correio Braziliense

Inca estima ocorrência de 600 mil casos novos de câncer no Brasil em 2018

Na próxima terça-feira, o Correio Debate discutirá o tema 'Oncologia no Brasil - Inovação no Tratamento e no Diagnóstico do Câncer'


postado em 19/09/2018 06:00 / atualizado em 19/09/2018 16:28

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

A vida da operadora de caixa Marilza da Silva Dourado, 34 anos, mudou de forma drástica em maio deste ano, ao ser diagnosticada com câncer de mama. Moradora de Ceilândia, casada e mãe de três filhos, ela conta que a notícia foi um baque para toda a família. De licença do trabalho por um ano, Marilza fez a retirada da mama esquerda, há pouco mais de um mês, e aguarda o resultado de exames para saber se terá de iniciar procedimentos de quimio e radioterapia. “Descobri depois de um exame de rotina, e a biópsia confirmou o câncer. Foi um baque. No começo, entrei em negação. Não quis acreditar”, contou. “Mas eles (familiares) me deram força para enfrentar, e estou mais tranquila e confiante. Apesar de ser nova, descobri que o câncer não tem idade e tem de se prevenir e tratar.”

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e do Ministério da Saúde (MS) estimam a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer no Brasil em 2018. Segundo o levantamento, as estimativas para 2019 são as mesmas.

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos a cada ano é o de pele não melanoma, o menos letal, com 165.580 novos casos. Entre as mulheres, as maiores incidências são de mama (59.700), intestino (18.980), colo do útero (16.370), pulmão (12.530), glândula tireoide (8.040), estômago (7.740), corpo do útero (6.600), ovário (6.150), sistema nervoso central (5.510) e leucemias (4.860).

Nos homens, os cânceres mais incidentes são os de próstata (68.220), pulmão (18.740), intestino (17.380), estômago (13.540), cavidade oral (11.200), esôfago (8.240), bexiga (6.690), laringe (6.390), leucemias (5.940) e sistema nervoso central (5.810). No DF, uma das mais altas estimativas é a de próstata, com 850 novos casos, e de mama, com 1.020.

Diante da importância do assunto, na terça-feira, o Correio Debate discutirá o tema “Oncologia no Brasil — Inovação no Tratamento e no Diagnóstico do Câncer”. O evento, promovido pelo Correio Braziliense e patrocinado pelo Hospital Sírio-Libanês, reunirá especialistas e autoridades e ocorrerá no auditório do jornal, das 13h30 às 18h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site do evento, com vagas limitadas.

Um welcome coffee será oferecido no começo da cerimônia, que será aberta pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcanti. Haverá dois painéis: o primeiro terá como tema “Rastreamento e diagnóstico precoce: os caminhos da prevenção” e contará com a participação do oncologista do Sírio-Libanês Brasília Rodrigo Medeiros. O segundo será “Tratamentos: o que há de atual e as promessas para o futuro”, com a presença da diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho Mendes, e do imunoterapeuta do Sírio-Libanês Brasília Romualdo Barroso.

Barroso afirmou que as taxas de mortalidade têm caído desde os anos 1990, o que não representa uma baixa no número de casos. “Isso é resultado de um diagnóstico precoce. Quanto mais cedo descobrir, mais altas as chances de ser curado. Os tratamentos estão cada vez melhores, mais individualizados. Por outro lado, estão mais caros, de alto custo. Essa é uma questão importante a se levantar”, disse. “Uma outra mensagem essencial é de que o câncer não está associado a uma sentença de morte. A maioria é curável. É importante salientar que quanto mais cedo procurar o médico, maiores são as chances de cura.”

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