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Correio Braziliense

Taxas de Fecundidade entre países nunca estiveram tão diferentes, diz ONU

Taxa de 1,7 é inferior à média da América Latina e do mundo e bem abaixo dos 6 filhos da década de 1960; renda e estudo são explicação


postado em 17/10/2018 07:59 / atualizado em 17/10/2018 13:23

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

 
O relatório da ONU que faz uma análise sobre o tamanho das famílias no Brasil e no mundo, divulgado nesta quarta-feira (17/10), aponta que as taxas de fecundidade nunca estiveram tão diferentes entre os países. Para manter o nível considerado ideal de população do país, a taxa seria de 2,1 filhos por mulher. O estudo aponta que a diferença entre os níveis da taxa está diretamente relacionada às condições de renda, saúde e estudo das famílias.

O Brasil, assim como outros 33 países, está na faixa considerada de reposição populacional, na qual as mulheres têm entre 1,7 a 2,5 filhos. Segundo o relatório, a realidade brasileira possui extremos. De um lado, mulheres com mais anos de estudo e progressão profissional têm cada vez menos filhos. Do outro, pessoas com menos escolaridade, renda e oportunidades que acabam tendo filhos quando jovens e em gravidezes não planejadas.

Em alguns países da África Subsaariana, as mulheres têm em média 5 filhos ao longo da vida. Este número é maior do que elas mesmas gostariam, mas a situação continua a ocorrer principalmente pela falta de informação e pela dificuldade no acesso aos serviços de saúde e métodos contraceptivos.

Já na Europa e Sul da Ásia, a situação se inverte. Ao todo são 53 países com taxas de fecundidade abaixo de 2,1 filhos por mulher, o que ocasiona a redução no tamanho absoluto das populações. O principal motivo para a redução da quantidade filhos nesses locais é a dificuldade de gerenciar a vida profissional e a dedicação à família.

A unanimidade fica por conta da falta de direitos sexuais e reprodutivos respeitados. O relatório mostra que em nenhum país as pessoas têm a quantidade de filhos que gostariam. Famílias de países mais ricos gostariam de ter mais filhos, mas não conseguem conciliar a vida pessoal com o trabalho. E em países mais pobres, as mulheres teriam menos filhos, mas falta informação e acesso aos métodos contraceptivos.

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