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Correio Braziliense

Morte de crianças por câncer reduz 13% em 10 anos, diz Ministério da Saúde

Segundo a pasta, em 2006, o sistema registrou 2.222 mortes de crianças nesta faixa etária, enquanto que em 2016, foram 1.924 óbitos


postado em 29/11/2018 13:23

(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)

 
Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que a morte de crianças de 0 a 14 anos por câncer reduziu 13,4% em 10 anos. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e foram divulgados ontem (28), por conta do Dia Nacional de Enfrentamento ao Câncer Infantil e o Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorados nos dias 23 e 27 de novembro. 

Segundo a pasta, em 2006, o sistema registrou 2.222 mortes de crianças nesta faixa etária, enquanto que em 2016, foram 1.924 óbitos. A redução foi ainda maior entre os menores de um ano de idade: 27,8%. 

Ainda segundo a pasta, a taxa de morte por neoplasias na faixa etária de 5-14 anos era de 6,2/100 mil e passou para 4,9 em 2016. A taxa nos menores de 5 anos foi de 7,7/100 mil em 2006 passando para 6,1 em 2016.

Para a oncologista infantil da Secretaria de Saúde, Lucélia Melgares, o diagnóstico precoce é a chave para a queda dos casos. Os responsáveis pelas crianças também precisam estar atentos aos sintomas. “A taxa de cura subiu, mas podia estar melhor. Febre prolongada, dor óssea, mudança de comportamento, cansaço, palidez intensa, manchas roxas pelo corpo, caroços na barriga, pescoço, axila, virilha são sinais de alerta. O câncer mais frequente é a leucemia. O segundo é o tumor cerebral em que a criança apresenta dores de cabeça diárias, vômito pela manhã, desequilíbrio e perda do apetite. É preciso procurar o posto de saúde e lá o pediatra faz o encaminhamento para o Hospital da Criança, no caso de Brasília”, apontou.

O oncologista Rodrigo Medeiros ressaltou que o progresso da medicina auxilia na melhora de ofertas de tratamentos contra o câncer infantil. “A eficácia melhorou bastante, no mundo como um todo, houve uma diminuição significativa, principalmente na leucemia linfocítica aguda (LLA). Mais de 80% das crianças são curadas com  o tratamento adequado e com a descoberta precoce. Isso se deve ao avanço da medicina e o diagnóstico precoce. Em crianças não existe indicação de fazer rastreamento, mas pelo uma vez por ano ela deve ser avaliada pelo pediatra”, destacou.

Mesmo com a redução dos números, o câncer ainda é a primeira causa de morte, entre as doenças, que afetam as crianças de 5 a 14 anos. Medeiros explica que outras causas de morte, como doenças infecciosas e traumatismos diminuíram num ritmo mais acelerado e à medida que outras doenças ficam mais raras, mesmo que o câncer não cresça, ele assume uma condição de destaque nas causas de mortes infantis.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, para cada ano do biênio 2018-2019, são cerca de 12.600 casos novos de câncer (sem considerar o câncer de pele não melanoma) em crianças e adolescentes até os 19 anos. Sudeste e Nordeste são as regiões que apresentaram os maiores números de casos novos, 5.300 e 2.900, respectivamente, seguidos pelo Centro-Oeste (1.800), Sul (1.300) e Norte (1.200).

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