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Correio Braziliense

DF já recebeu 16 profissionais que substituirão cubanos no Mais Médicos

No Brasil, 24% dos selecionados já estão trabalhando. São Paulo recebeu 78 médicos nesta segunda-feira


postado em 03/12/2018 16:13 / atualizado em 03/12/2018 16:48

Ao todo, DF tem 133 postos de trabalho no Mais Médicos(foto: Agência Saúde/Divulgação)
Ao todo, DF tem 133 postos de trabalho no Mais Médicos (foto: Agência Saúde/Divulgação)

 
Dezesseis médicos selecionados para substituir profissionais cubanos já começaram a trabalhar no DF. Ao todo, a capital federal tem 21 postos de trabalho. Os candidatos têm até 14 de dezembro para assumirem os postos de trabalho. As incrições estão abertas até sexta-feira (7/12).

A cidade enfrenta panorama diferente de outros municípios. O mais recente balanço do Ministério da Saúde mostra que pouco mais de dois mil profissionais se apresentaram ao município onde vão substituir cubanos do programa Mais Médicos. Isso representa 24,8% do total de 8.376 selecionados para atuação imediata. 

Para o vice-presidente do Conasems, Wilames Freire Bezerra, a baixa procura pelo programa criam gargalos que pressionam a saúde pública. Ele teme que parcela dos profissionais desistam do projeto. “Poderia ser mais rápido. Há 30 dias, Cuba rompeu com o programa e até agora a reposição está ocorrendo em número muito baixo. Uma coisa é se inscrever, outra é assumir o posto de trabalho”, avalia. 

No DF, a Secretaria de Saúde  não conta com o trabalho de cubanos desde 23 de novembro. Eles atuavam em equipes de Saúde da Família de cinco regiões de saúde. Ao todo, 133 profissionais do Mais Médicos estão lotados na cidade. 

Nesta segunda-feira (3/12), médicos inscritos para ocuparem lugar de cubanos se apresentaram na capital paulista para conhecer os locais de trabalho. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 78 profissionais se inscreveram para integrar a rede. Em todo o Estado, há 1.406 vagas, sendo 424 na região metropolitana.
 
A seleção ocorre para substituir médicos cubanos, após a ilha caribenha romper o convênio. O país abandonou o programa depois de críticas e exigências de mudanças do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Entre as condições estava a de os médicos passarem pelo exame de reconhecimento de diplomas estrangeiros e o pagamento integral da bolsa de R$ 11 mil ao profissional — pelo acordo, Cuba ficava com 70% do provimento. 
 
 

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