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Correio Braziliense

Série do Correio fica entre as melhores em prêmio de direitos humanos

Criado em 1984, Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é considerado um dos mais prestigiados do país


postado em 03/12/2018 22:11 / atualizado em 03/12/2018 22:25

(foto: CB/D.A Press)
(foto: CB/D.A Press)
A série "Memórias de mercenários", produzida pelo jornalista Leonardo Cavalcanti, do Correio Braziliense, ficou entre as três melhores reportagens na categoria especial do 35º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. 

Criado em 1984 e considerado um dos mais prestigiados do país, o prêmio é promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul (OAB-RS), com o apoio da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS) e da ARFOC nacional.

O objetivo do prêmio, conforme a organização, é "estimular o trabalho dos profissionais do jornalismo na denúncia das violações e na vigilância ao respeito dos Direitos Humanos". Este ano, especialmente — para marcar os 35 anos do prêmio —, foi criada uma categoria especial para destacar os melhores trabalhos sobre o tema "As fake news mudam também a sua história".

Entre os critérios usados pela Comissão Julgadora para definir os premiados estão a qualidade do texto, a investigação original dos fatos, a profundidade no tratamento da informação, a abordagem de temas socialmente relevantes e os valores éticos profissionais refletidos no trabalho.

A série "Memórias de mercenários" revela de maneira inédita como as fake news são montadas. A partir do relato de produtores de notícias falsas, investigadores, políticos, marqueteiros e acadêmicos, o jornal apresenta os avanços de criminosos contra a democracia e os esforços de autoridades — nem sempre com resultados mais efetivos — para barrar os ataques.

Escrita por Leonardo Cavalcanti, editor do Correio, a série montou um quebra-cabeças com as informações de mercenários — como são conhecidos os produtores de fake news, revelando detalhes da contratação de disparadores de informações falsas, que acabaram em destaque durante a última campanha eleitoral no país. As reportagens anteciparam o labirinto da Justiça Eleitoral, que se mostra lenta na reação ao crime. Entre as fontes, algumas mantidas em sigilo, o jornal buscou especialistas estrangeiros e relatórios exclusivos.
 

Confira os premiados: 

1º lugar: Como é saber se é verdade o que ouvi dizer? (Portal Vaza, falsiane!)
Autores: Ivan Paganotti, Leonardo Sakamoto e Rodrigo Pelegrini Ratier
 
2º lugar: Memórias de mercenários (Correio Braziliense)
Autor: Leonardo Cavalcanti
 
3º lugar:  Rastros de ódio — Publicação em site de opinião política impulsionou onda de boatos envolvendo Marielle Franco (O Globo)
Autores: Marco Grillo Trindade e Gabriel Carriello

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