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Correio Braziliense

Megaoperação busca integrantes de facções criminosas no DF e em 14 estados

A ação do Ministério Público cumpre 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão


postado em 04/12/2018 11:08 / atualizado em 04/12/2018 11:08

(foto: Divulgação/MPSP)
(foto: Divulgação/MPSP)
 
O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) está a frente de uma megaoperação contra integrantes de facções criminosas em 15 unidades da federação, nesta terça-feira (4/12). A ação cumpre 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Acre, Alagoas Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Durante as buscas no DF, que aconteceram também em Santo Antônio do Descoberto (GO), foram apreendidos telefones celulares, anotações e cadastros ligados à facção criminosa. Na capital do país, a ação é coordenada pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com o apoio do Gaeco local e da Polícia Civil do DF. Eles cumpriram mandatos de busca e apreensão e prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Segundo o MPDFT, o apoio à iniciativa nacional tem o objetivo de evitar a instalação da facção do PCC no Distrito Federal. Com esse intuito, já foram realizadas outras operações como a Tabuleiro, em 2014; a Palestina (51 denunciados), em 2015; e a Legião (54 denunciados), em 2016. Neste ano, também foram realizadas as operações Prólogo (23 denunciados) e Hydra (60 denunciados).
 

Operação nacional 

Em todo o país, os alvos são integrantes da facção criminosa de origem paulista Primeiro Comando da Capital (PCC); das cariocas Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA); da capixaba Primeiro Comando de Vitória (PCV) e da paraibana OKAIDA RB, uma dissidência da OKAIDA.

Segundo o MP de São Paulo, ainda está sendo feita uma inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas (TO), com a finalidade de apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados. Na capital paulista, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre 59 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em face de integrantes da facção criminosa PCC. 

Em Alagoas, o Gaeco foi às ruas, em Maceió e em São Miguel dos Milagres, para cumprir 14 mandados de prisão e de busca e apreensão, todos expedidos pela 14a Vara Criminal da Capital. Os alvos têm ligação com o PCC. Eles são acusados de vários tipos de crime, como homicídios e tráfico de drogas.

 

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, procurador-geral de justiça de Alagoas e coordenador do Grupo Nacional diz que o MP, por meio do GNCOC e dos Gaecos, vem adotando medidas eficientes no desmantelamento e prisão dos principais líderes das facções criminosas. "É uma luta baseada na inteligência e com foco na desestruturação desses organismos criminosos violentos. Vamos vencer, tenho certeza disso", declarou.

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