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Correio Braziliense

PF mira quadrilha que recrutava estagiários de bancos para desviar dinheiro

Estão sendo cumpridos mandados em Brasília, Goiânia (GO) e São Paulo (SP). Só no último ano, ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados


postado em 07/12/2018 08:42 / atualizado em 07/12/2018 08:47

Só no último ano, ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados(foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Só no último ano, ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

 
A Polícia Federal (PF) deflagra, na manhã desta sexta-feira (7/12), operação para desarticular quadrilha que fraudava os sistemas informatizados de instituições financeiras com o intuito de desviar dinheiro. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de temporária, além de oito buscas e apreensões em Brasília, Goiânia (GO) e São Paulo (SP). Só no último ano, ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados.

Segundo a PF, a organização criminosa recrutava estagiários e empregados terceirizados de bancos para que instalassem equipamentos para invadir o sistema dos bancos e ter acesso aos dados dos clientes, através de senhas de servidores das instituições financeiras. Com as informações, os criminosos transferiram valores de correntistas para contas de integrantes do grupo.

Além do DF, as investigações encontraram fraude em Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e em São Paulo. O esquema foi descoberto pelos setores de segurança dos bancos, que repassaram as informações para a investigação da PF em 2016.

Ainda segundo a PF, o líder do grupo aproximava-se de pessoas ligados a delitos cibernéticos em cada um dos estados onde foram detectadas as fraudes. O acusado já havia sido preso pela prática de crimes semelhantes. Todos os mandados da operação foram expedidos pela 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do DF.

O nome da operação faz referência a denominação dada aos sertanistas do período colonial que, a partir do início do século XVI, penetraram no interior do Brasil em busca de riquezas minerais, sobretudo ouro e prata. Faz-se uma alusão à atuação do grupo investigado, que praticou fraude em diversos estados da federação, de norte a sul do país.
 

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