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Correio Braziliense

Livro dos Heróis acrescenta nomes de Machado de Assis, Brizola e Arraes

Atualmente, o "Livro de Aço", como também é conhecido, acolhe 31 heróis e heroínas oficialmente reconhecidos


postado em 12/12/2018 10:23 / atualizado em 12/12/2018 11:22

(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 
 
Inaugurado em 1989, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, acrescentará, a partir desta quarta-feira (12/12) 21 nomes de personalidades brasileiras na lista de homenageados. A mudança será feita em cerimônia in memoriam a partir das 10h. 
 
Atualmente, o "Livro de Aço", como também é conhecido, acolhe 31 heróis e heroínas oficialmente reconhecidos, como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Anna Neri, Villa-Lobos, Anita Garibaldi. Na lista, é possível conferir o nome do homenageado e uma breve biografia, ressaltando a importância daquela vida para o país.
 
Segundo o Governo do Distrito Federal, “O conjunto da obra homenageia a liberdade, a democracia e todos os homens e mulheres que se sacrificaram para garantir a autonomia e o engrandecimento da nação nos episódios históricos em que o direito a liberdade foram colocado em risco”. Por isso, histórias como a de Zuzu Angel, que teve o filho morto pela ditadura e usou seu trabalho como protesto, são relembradas na homenagem.
 
Para que o personagem integre o livro, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados devem aprovar uma lei com o pedido de inclusão, e ter se passado mais de 10 anos da morte ou presunção de morte do homenageado. O Panteão da Pátria é composto pelas obras O Mural da Liberdade, painel de Athos Bulcão; Inconfidência Mineira, de João Câmara; O Vitral e O Pássaro, ambos de Marianne Peretti; o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria e a Pira da Pátria, recentemente reacesa pela Secretaria de Cultura do DF. 
 

Homenageados  

 
Entre os novos nomes deste ano, estão: 
Bárbara Pereira de Alencar, uma das primeiras mulheres a se envolver na política; 
Cândido Mariano da Silva Rondon, militar e fundador do Serviço de Proteção ao Índio; 
O jornalista e advogado abolicionista Rui Barbosa;
O político gaúcho Leonel de Moura Brizola;
A indígena Clara Camarão, líder de um pelotão feminino durante as invasões holandesas em Recife;
Antônia Alves Feitosa, jovem que se vestiu de homem para poder lutar na Guerra do Paraguai;
Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel, uma das mais importantes estilistas do país;
Francisco José do Nascimento, conhecido por 'Dragão do Mar', um dos líderes jangadeiros nas lutas abolicionistas;
O escritor e intelectual brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis
O maestro Antônio Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani;
João Pedro Teixeira, ativo defensor do trabalho rural nos anos 50;
José Feliciano Fernandes Pinheiro, o 'Visconde de São Leopoldo';
O militar português Martim Soares Moreno, considerado o fundador do estado do Ceará;
O escritor e jornalista Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha
O 'irmão' Joaquim Francisco da Costa, religioso focado na caridade;
O poeta Luís Gonzada Pinto da Gama, o 'Luiz da Gama', conhecido por ser o 'advogado dos pobres, libertador dos negros'
Maria Quitéria de Jesus Medeiros, primeira mulher a fazer parte do Exército Brasileiro que lutava disfarçada de homem
Sóror Joana Angélia de Lucas, religiosa baiana assassinada defendendo o Convento da Lapa
Maria Felipa de Oliveira, heroína negra da Independência do Brasil e na Bahia 
João Francisco de Oliveira, o 'João das Botas', heroi da independência do Brasil 
Miguel Arraes Alencar, político natural do Ceará 




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