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Correio Braziliense

Artistas pedem justiça no caso do piloto que agrediu ex-namorada

De acordo com a delegada que investiga o caso, Victor Junqueira foi ouvido, mas foi liberado por não haver "elementos que justificassem o pedido de prisão"


postado em 27/12/2018 22:26

(foto: Reprodução/Redes sociais)
(foto: Reprodução/Redes sociais)
 
Várias artistas usaram as redes sociais nesta quinta-feira (27/11) para pedir justiça no caso do piloto que agrediu a ex-namorada em Anápolis (GO). Filho de um ex-prefeito da cidade, Victor Junqueira, 24 anos, foi filmado espancando a mulher de 26 anos, por, supostamente, não aceitar o fim do relacionamento.

Entre as famosas que fizeram postagens pelo fim da violência contra a mulher estão as atrizes Bruna Marquezine, Maria Casadevall, Thaila Ayala, Juliana Alves, Maria Ribeiro e Samantha Schmutz. Elas compartilharam um texto publicado originalmente pelo perfil Xota power. "Victor é piloto, filho de um ex-prefeito de Anápolis e se não fosse essa prova, muitos duvidariam da palavra dela. Infelizmente, esse vídeo retrata a realidade diária de várias brasileiras nessa sociedade onde o machismo e a misoginia são tratados como invenção e vitimização", diz o post. 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No vídeo, o agressor discute com a advogada e a chama de "fingida" por diversas vezes durante os ataques. Ela pede para ele parar, mas agressões continuam. "Para de me bater. Você vai me matar desse jeito", fala a vítima. "E vou bater mais porque você é fingida. Me enganou esse tempo todo", rebate o piloto. 

A advogada registrou um boletim de ocorrência. Um inquérito foi instaurado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Goiânia, e deve ser remetido à Justiça. Em entrevista ao jornal O Popular, a titular da Deam, delegada Ana Elisa, informou que Victor compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, mas preferiu permanecer em silêncio.

Ainda conforme a delegada, o suspeito não será preso preventivamente, pois ele teria comparecido à Deam quando necessário, não prejudicou as investigações e não promoveu novas agressões ou ameaças. “Apesar de haver um clamor social devido ao impacto das imagens, não houve elementos que justificassem o pedido da prisão”, afirmou Ana Elisa.

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